
Vereador Rodrigo Guedes faz pesquisa de preço nos posto e denuncia irregularidades – 18 de abril de 2025 – Foto: Kelvin Dinelli
O vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) denunciou, em entrevista ao Portal AM POST, que o cartel dos combustíveis em Manaus gera um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões anuais aos consumidores locais. A acusação se baseia em um cálculo simples: com um milhão de veículos na cidade, se cada um abastecer 100 litros por mês e os postos cobrarem 20 centavos a mais por litro, o valor total chega a R$ 20 milhões por mês, ou aproximadamente R$ 250 milhões ao longo do ano.
Para Guedes, a principal evidência de que existe um cartel no setor é a semelhança nos preços praticados nos postos de gasolina da cidade. “A diferença entre os valores é de no máximo três centavos, o que demonstra a uniformidade dos preços. Além disso, há relatos de donos de postos sendo pressionados pelas distribuidoras a seguir o mesmo valor”, afirmou o vereador. Atualmente, o preço do litro da gasolina em Manaus varia entre R$ 6,99 e R$ 7,09.
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Em busca de uma solução, o vereador levou o caso à Brasília, protocolando denúncias no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e no Ministério de Minas e Energia (MME) contra o Grupo Atem, responsável pela Refinaria Isaac Sabbá (Ream) e maior distribuidora de combustíveis do estado. A denúncia ocorre após a CPI dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Amazonas, em 2019, não resultar em responsabilizações.
“Já fiz mais de 100 denúncias formais desde 2018. Agora, quero chamar a atenção das autoridades federais para a situação”, destacou Guedes. Ele acredita que a mobilização popular e a pressão sobre as instâncias superiores são essenciais para combater o problema. “Não posso ficar calado diante disso”, concluiu.
Acusações de Prática de Cartel em Manaus ao longo dos anos
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2018: Início das denúncias formais de Rodrigo Guedes sobre a prática de cartel nos preços dos combustíveis em Manaus.
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2019: Realização da CPI dos Combustíveis na Assembleia Legislativa do Amazonas, que não resultou em responsabilizações.
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2020: Guedes intensifica as denúncias e solicita mais uma vez que as autoridades locais investiguem as práticas de cartel no setor.
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2021: Aumento na pressão sobre os donos de postos de combustíveis, com relatos de ameaças de distribuidoras para que mantenham os preços uniformes.
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2023: Vereador leva o caso a Brasília, protocolando representações contra o Grupo Atem (controlador da Refinaria Isaac Sabbá) no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e no Ministério de Minas e Energia (MME).
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2025: Denúncias continuam, com Guedes pressionando as autoridades federais a tomarem providências efetivas para coibir o cartel dos combustíveis em Manaus.
