Uma nova ameaça tem assustado banhistas nos Estados Unidos durante o verão de 2025. Trata-se da Vibrio vulnificus, bactéria conhecida como “carnívora” por provocar infecções graves que destroem tecidos humanos e podem levar à morte. O aumento no número de casos levou à emissão de alertas sanitários em praias públicas e pontos turísticos, inclusive no famoso píer de Santa Mônica, na Califórnia.
A bactéria, que se desenvolve em águas quentes e salobras, é mais comum entre os meses de maio e outubro. Autoridades de saúde alertam para o risco de contaminação tanto por meio do consumo de frutos do mar contaminados — como ostras cruas — quanto pelo contato da água com feridas abertas. A infecção pode evoluir para uma condição grave chamada fasceíte necrosante, que causa destruição rápida dos tecidos ao redor da lesão.
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Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de 80 mil casos de vibrioses são registrados por ano no país, com sintomas como diarreia, náuseas, febre, dor intensa e inchaço em áreas afetadas. Apenas em 2024, a Flórida contabilizou 11 casos da bactéria, com quatro mortes confirmadas. Também houve registros fatais em Nova York e Connecticut.
Especialistas relacionam o avanço da Vibrio vulnificus às mudanças climáticas e ao aumento da temperatura dos oceanos. “Há uma tendência crescente em todo o país, e isso é algo que realmente nos preocupa”, afirmou Antarpreet Jutla, professor da Universidade da Flórida, à NBC News.
A revista Forbes destacou ainda que a proliferação da bactéria aumenta após tempestades intensas, como furacões — o que explicaria o surto na Flórida após a passagem do furacão Helene. Mais da metade dos casos registrados no estado este ano estão relacionados a esse evento climático extremo.
Um estudo publicado na Scientific Reports revelou que as infecções por feridas causadas por vibrio aumentaram oito vezes entre 1988 e 2018. Com o atual ritmo de aquecimento global, projeta-se que a bactéria possa atingir todas as regiões costeiras do leste dos EUA até 2081.
Recomendações:
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Evite o banho de mar com feridas abertas
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Não consuma frutos do mar crus ou malcozidos
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Procure atendimento médico ao primeiro sinal de infecção após contato com água do mar
As autoridades seguem monitorando o avanço da bactéria, enquanto reforçam os alertas à população e turistas durante a temporada de verão.
