Uma autópsia realizada na Indonésia confirmou que a causa da morte de Juliana Marins, a publicitária e alpinista brasileira que faleceu após um acidente no Monte Rinjani, foi um trauma contundente que resultou em danos graves aos órgãos internos e hemorragias. A análise, divulgada nesta sexta-feira (27/06), apontou que as fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa foram as responsáveis pela morte da jovem, que escorregou e caiu enquanto escalava o vulcão, o segundo mais alto da Indonésia.
O médico forense Ida Bagus Alit, responsável pelo exame, explicou que o impacto da queda causou fraturas que levaram a hemorragias internas. “As lesões na caixa torácica e nas costas foram as principais responsáveis pela morte. A vítima morreu rapidamente após os ferimentos”, afirmou Alit, destacando que a autópsia indicou que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após o acidente.
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Foto: Reprodução
Juliana Marins caiu na manhã de sábado (21/06) em um barranco de mais de 200 metros de profundidade, na trilha Cemara Nunggal, perto do lago Segara Anak, no Monte Rinjani. Embora estivesse viva após a queda, foi somente três dias depois que sua equipe de resgate conseguiu alcançar o local, com dificuldades impostas pelo clima extremo e o terreno acidentado.
A operação de resgate foi amplamente criticada nas redes sociais, especialmente por brasileiros que acompanharam o caso de perto. Muitos apontaram que a demora na evacuação foi um fator crucial para a morte de Juliana, acusando negligência por parte das autoridades locais. A família da alpinista também se manifestou, afirmando que, se o resgate tivesse sido mais rápido, Juliana poderia ter sobrevivido.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, anunciou que a cidade ajudará com os custos do traslado do corpo de Juliana, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também garantiu apoio à família, incluindo o retorno do corpo ao Brasil.
Especialistas em escalada, como o alpinista Galih Donikara, ressaltaram a necessidade urgente de melhorias nas condições de segurança em trilhas como as do Monte Rinjani. A falta de barreiras de proteção, cordas e sinalização adequada nos pontos mais perigosos foi um dos pontos levantados por Donikara e outros guias de montanha.
O chefe do Parque Nacional do Monte Rinjani, Yarman Wasur, explicou que, apesar das críticas, a operação de resgate seguiu os protocolos estabelecidos, mas reconheceu que as condições extremas do terreno e o clima imprevisível dificultaram a evacuação.
Juliana Marins, que havia iniciado a escalada no Rinjani com a companhia de outros alpinistas, é mais uma vítima de acidentes que, embora frequentes na região, continuam a levantar questões sobre a segurança nas trilhas do vulcão. Mesmo com os esforços para melhorar a infraestrutura de segurança, como a instalação de cordas e câmeras de vigilância, especialistas ainda acreditam que mais medidas precisam ser adotadas para proteger os escaladores.
Com a tragédia, a necessidade de uma maior conscientização sobre os riscos da atividade e a implementação de novas regras de segurança se tornam urgentes, especialmente para iniciantes.

Em Niterói, o mirante da Praia do Sossego, receberá o nome de Juliana Marins em homenagem póstuma – Foto: Reprodução
