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Crise Síria: Conflito de 13 anos retoma intensidade com avanço rebelde

Ataques em Aleppo reacendem guerra civil; rebeldes avançam em cidades estratégicas enquanto forças de Assad enfrentam desafios internacionais.


A guerra civil na Síria, que já dura 13 anos, voltou ao centro das atenções com uma ofensiva rebelde que retomou Aleppo, antigo centro financeiro do país. O ataque, liderado pelo grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), marcou um dos momentos mais críticos do conflito, que já deixou mais de 500 mil mortos.

Após conquistar Aleppo, os rebeldes avançaram em direção a outras regiões estratégicas. Neste sábado (7), controlaram Sanamayn, a cerca de 20 km de Damasco, além de bases na província de Suweida, ao sul do país. O regime de Bashar al-Assad enfrenta dificuldades para conter os insurgentes, mesmo com apoio de aliados como Rússia, Irã e Hezbollah.

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A cidade de Hama foi tomada pelos rebeldes na quinta-feira (5), e há relatos de confrontos intensos em Homs, considerada vital para a ligação entre Damasco e a costa mediterrânea. Enquanto isso, bombardeios aéreos russos tentam conter o avanço rebelde, mas a guerra na Ucrânia limita o envolvimento total de Moscou.

O HTS, antes vinculado à Al-Qaeda, lidera a insurgência. Seu líder, Abu Mohammed al-Golani, busca consolidar um governo civil nos territórios sob seu controle, embora o grupo continue designado como terrorista por EUA e ONU. O avanço rebelde ocorre em um momento de fragilidade dos aliados de Assad, como Irã e Hezbollah, enfraquecidos por conflitos regionais.

Aleppo, cidade histórica e estratégica, foi palco de intensos combates em 2016, quando forças pró-Assad, com apoio russo, retomaram o território após cercos brutais. Agora, sua reconquista pelos rebeldes simboliza um revés significativo para o governo sírio.

A guerra civil, iniciada em 2011 durante a Primavera Árabe, escalou de protestos pacíficos para um conflito multifacetado com a participação de diversos atores regionais e globais. Rebeldes, forças curdas, grupos jihadistas e potências estrangeiras, como Rússia, EUA, Turquia e Israel, têm moldado o curso da disputa.

Além dos avanços rebeldes, o cenário político e militar da Síria se complica com ataques aéreos israelenses, que visam alvos ligados ao Hezbollah e às forças pró-Assad. A presença de tropas americanas no nordeste do país e a atuação de células adormecidas do Estado Islâmico adicionam mais camadas de complexidade.

Especialistas apontam fatores como o enfraquecimento de aliados de Assad e a distração da Rússia com a guerra na Ucrânia como causas para a nova escalada. O cessar-fogo firmado entre Israel e Hezbollah no Líbano também teria influenciado o cenário atual.

A retomada da violência na Síria ressalta os desafios de alcançar uma solução duradoura para um conflito que destruiu cidades inteiras, deslocou milhões de pessoas e deixou um rastro de devastação humanitária.