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Lula está “no caminho do impeachment”: diz deputado Federal

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), comentou nesta quinta-feira (1º/6) sobre a aprovação na Câmara da MP dos Ministérios, que reestrutura a Esplanada e beneficia o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirmou que o petista está no "caminho do impeachment".


Eduardo criticou nas redes sociais a liberação de R$ 1,7 bilhão em emendas para impedir uma nova derrota na votação da MP.
“Mais ministérios não (tem) a ver com melhoria de vida dos brasileiros, mas sim com a melhoria de vida dos políticos amigos do Dilmo. Votei não à MP, mas não perdemos. Dilmo saiu derrotado: falta base, brigas internas e liberação recorde de emenda etc. É o caminho do impeachment”, escreveu o deputado.
O presidente Lula chegou a fazer, ontem de manhã, uma reunião de emergência, no Palácio da Alvorada, para discutir com líderes e aliados sobre a crise em torno da MP da Esplanada. Com a pressão do presidente da Câmara, deputado Arhtur Lira (PP-AL), o governo identificou a possibilidade de o texto, que perde sua validade nesta quinta-feira, não ser aprovado a tempo, o que levaria a uma paralisia do governo.

Novos fatos levam a discussão do impeachment do Presidente

O ex-ministro Gonçalves Dias apresentou atestado para não comparecer na comissão de segurança para responder a perguntas necessárias para esclarecer sobre o vídeo em que o General G. Dias colabora com terroristas.

Deputado Federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) entrou com uma notícia-crime contra o ex-ministro chefe do GSI, Gonçalves Dias. Foto: reprodução

O parlamentar argumenta que o general Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias, então-chefe do GSI, cometeu crime de prevaricação em relação aos atos de 8 de janeiro, e pede a instauração de um inquérito contra ele.

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Segundo o documento, G. Dias teria adulterado um ofício enviado ao STF e à CCAI (Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência) do Congresso para retirar registros de notificações enviadas ao seu celular, informando-o sobre a escalada de tensões nos dias anteriores ao ataque em Brasília.

A constatação da suposta adulteração teria ocorrido quando os parlamentares compararam duas versões do ofício. O primeiro, enviado à CCAI em 20 de janeiro, não mencionava 11 alertas “que o ministro recebeu no próprio telefone celular entre 6 e 8 de janeiro sobre a movimentação dos golpistas”. Este ofício teria sido assinado pelo diretor-adjunto Saulo Moura da Cunha. Outra versão do documento foi enviada à mesma comissão em 8 de maio, mas, desta vez, constavam os registros dos alertas.

O novo ofício foi enviado quando o GSI já era comandando pelo general Marco Antonio Amaro dos Santos, que assumiu após G. Dias se demitir em meio à divulgação de imagens dele circulando entre golpistas no Palácio do Planalto. Ao UOL, o deputado afirmou ser “gravíssimo o que aconteceu e coloca em dúvida até onde o Lula sabia de tudo”. A PGR confirmou o recebimento da representação, mas informou que ela ainda será analisada e que, portanto, ainda não houve providência.