VALORES
Um terremoto que mata mais de 40 mil pessoas, e agora, sobreviventes continuam sofrendo com muita dor, seja pelas perdas, por doenças, fome ou pela falta de suporte. Esta é a atual situação dos desabrigados na Turquia e Síria.
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Ao mesmo tempo uma guerra avassaladora, que poderá ser o pesadelo mundial em futuro próximo, acontece na vizinhança destes locais atingidos.
Para a Ucrânia, vemos chegar (diariamente) armamentos e munições oriundos de diversos países.
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O armamento para matar, continua sendo enviado aos montes. Já a alimentação e financiamento para reconstruir uma das regiões históricas mais importantes do mundo, nada!
Aqui, no nosso país, especificamente em São Paulo, milhares estão desabrigados; perderam casas, amigos e familiares, mas estão um pouco mais perto. Pode ser que tenhamos compaixão “pós festas”.

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A humanidade é distrital, local, próxima. O que está longe se perde, o que está além das fronteiras parece não existir; não incomoda, não aflige, não causa espanto sequer.
Como dizem: “vida que segue” mas a qualidade deste “viver seguindo” é de uma magnitude bem inferior aos terremotos; menos valorosa que os escombros de Antáquia.
Possivelmente poderemos ter agora, um volume até considerável de humanidade para os nossos irmãos paulistas. Afinal, o ano vai começar e eles estão aqui, no “Braziu”.
Festa para Lampião
Enquanto isso tudo acontece, no “Brazil brasileiro”, o carnavalesco campeão exaltou um assassino sanguinário, Lampião, o “crush” de Maria bonita, que invadia cidades nordestinas degolando, saqueando e estuprando. É tudo muito estranho em um país, que culturalmente defende-se e exalta-se bandidos e os fora-da-lei. Luta-se contra o abandono de animais, mas não se trabalha o abandono humano. Fim dos tempos, diriam os mais antigos, ou apenas a modernidade mal elaborada a qual temos que nos submeter.


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Enquanto isso tudo acontece, esquecemos os motivos de estarmos aqui…
VALORES que não temos, valores que queremos, valores!
