“A estrada movia-se como ondas e o edifício estava em movimento”
O resultado do novo terremoto com a magnitude de 6,4 na escala de Richter continua a provocar o pânico no sul da Turquia numa altura em que o país ainda tenta recuperar do duplo abalo de 6 de fevereiro.
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O novo tremor de terra provocou pelo menos seis mortos e perto de 300 feridos, números que se juntam às mais de 40 mil mortes confirmadas desde o terramoto e que prometem subir à medida que se limparem os escombros.
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Os testemunhos recolhidos no local mostram a violência do abalo:
“A estrada movia-se como ondas. O edifício estava em movimento, indo e vindo. Os carros iam da esquerda para a direita. Sofremos o primeiro terramoto e este foi ainda pior. Podíamos ouvir muitos edifícios a desmoronarem-se.” disse Mehmet Irmak – vítima
Vim para Hatay para ajudar as vítimas e esta réplica permitiu-me compreender o seu estado psicológico, porque é realmente um momento assustador. Ilgaz Ezozer – voluntária
Foi um terramoto muito forte. Houve um verdadeiro pânico porque as pessoas ainda sofrem psicologicamente os efeitos secundários dos primeiros terramotos. Halil Yakut – voluntário
O abalo desta segunda-feira foi sentido também na vizinha Síria, também ela em plena operação de resgate na ressaca do abalo de 6 de fevereiro. Em Idlib, os capacetes brancos deram conta de vários edifícios destruídos e de mais de uma centena de feridos.

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Dada a proximidade da costa mediterrânica, as autoridades lançaram um alerta de tsunami logo após o primeiro abalo mas não se confirmou o pior cenário.
