Corte impediu a Jovem Pan de tratar de fatos envolvendo a condenação do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou, em entrevista à CNN nesta quinta-feira (20), não ter visto com “bons olhos” a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impediu a Jovem Pan de tratar de fatos envolvendo a condenação do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.
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O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello criticou a supressão, na propaganda eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL), do trecho de uma entrevista sua na qual diz que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi inocentado. A fala foi removida por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“Se formos à Constituição, vamos ver que há um preceito segundo o qual a lei, nem mesmo a lei, pode criar qualquer embaraço à comunicação jornalística”, avaliou o magistrado.
“O precedente é perigoso, no que se proibiu a Jovem Pan de lançar certos fatos antecipadamente e que pode se erradiar alcançando outros veículos de comunicação. A censura ficou no passado, na época do regime de exceção. A Constituição proíbe qualquer censura, seja qual for o objetivo”, argumentou.
“A veiculação de inverdades deve ser combatida pela verdade, sobrepondo-se à notícia que é falsa a notícia que é verdadeira”, completou.
“Tempos estranhos! Onde vamos parar? Já se disse: censura nunca mais” Marco Aurélio de Melo (ex-ministro do STF)
Redação: Portal CINCO
