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Senador Omar Aziz não apoia CPMI para investigar fraudes no INSS

Aliado do presidente Lula, parlamentar amazonense é criticado por não subscrever comissão que visa apurar esquema bilionário no órgão previdenciário.


Enquanto denúncias de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganham repercussão nacional, o senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optou por não assinar o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar irregularidades no órgão. A decisão tem gerado críticas, especialmente após Aziz anunciar sua pré-candidatura ao governo do Amazonas nas eleições de 2026.

A proposta da CPMI já conta com apoio robusto no Congresso: 29 senadores e 182 deputados assinaram o pedido — número superior ao mínimo necessário. Entre os três senadores do Amazonas, apenas Plínio Valério (PSDB) apoiou formalmente a iniciativa. Além de Aziz, o senador Eduardo Braga (MDB), também da base governista, não aderiu à proposta.

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Na Câmara dos Deputados, no entanto, a maioria da bancada amazonense manifestou apoio à comissão. Seis dos oito parlamentares do estado já assinaram o requerimento: Adail Filho (Republicanos), Amom Mandel (Cidadania), Capitão Alberto Neto (PL), Silas Câmara (Republicanos), Pauderney Avelino e Fausto Júnior (ambos do União Brasil). Apenas Átila Lins e Sidney Leite, ambos do PSD, partido de Aziz, ainda não se posicionaram publicamente.

A instalação da CPMI é vista como um tema sensível dentro do governo federal, já que as investigações podem atingir membros da base aliada. Parlamentares da oposição argumentam que a resistência de alguns governistas em apoiar a comissão pode ter motivações políticas.

O pedido de abertura da CPMI deve ser protocolado oficialmente nesta terça-feira (6), segundo lideranças do movimento. A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmaram que pretendem se reunir com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para tratar do assunto.

Imagem: Reprodução/Facebook