
Presidente Lula — Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo
Levantamento: 51% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 46% a aprovam. Os índices permanecem praticamente inalterados em comparação ao mês de agosto.
A pesquisa, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, teve um total de 2.004 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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A pesquisa Genial/Quaest, realizada em setembro, aponta estabilidade na avaliação do governo Lula em relação ao mês anterior. Apesar do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e dados positivos sobre o mercado de trabalho, a popularidade do presidente petista não apresentou crescimento, interrompendo a curva de recuperação observada nos meses anteriores. Atualmente, 51% desaprovam a gestão de Lula, enquanto 46% a aprovam, mantendo os mesmos índices de agosto. A queda da inflação dos alimentos, que contribuiu para um resultado favorável na pesquisa anterior, não se repetiu.
Em relação ao governo dos Estados Unidos, o “tarifaço” imposto por Donald Trump continua sendo amplamente reprovado pela maioria dos brasileiros, mas não teve impacto significativo nos resultados da pesquisa. A avaliação geral do governo permanece estável: 38% consideram a gestão negativa (39% em agosto), enquanto 31% a veem positivamente (mesmo índice do mês passado). A estabilidade também é observada em diferentes regiões do país, assim como entre diversos grupos demográficos, como gênero, idade, renda, escolaridade e religião.
A pesquisa revela que 50% dos entrevistados consideram o atual governo pior do que o esperado, um aumento em relação aos 45% registrados em agosto. Por outro lado, 27% afirmam que a gestão está no mesmo nível do esperado (36% em agosto), enquanto 21% a consideram melhor (15% em agosto). Além disso, 58% dos brasileiros acreditam que o país está tomando o rumo errado, com uma leve variação em comparação a agosto, quando o percentual foi de 57%.
Economia
No quesito economia, o destaque foi o aumento de 34% para 41% no número de brasileiros que acreditam que está mais fácil conseguir emprego em comparação ao ano passado. Por outro lado, o percentual de pessoas que consideram mais difícil conseguir trabalho caiu de 55% para 49%.
A visão sobre os preços dos alimentos e o poder de compra da família permaneceu estável. Em relação ao futuro, 40% dos entrevistados acreditam que o poder de compra vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto 37% esperam uma piora.
Tarifaço e Donald Trump
Quanto à postura de Donald Trump sobre o Brasil, 73% dos entrevistados afirmam que ele está errado ao impor taxas alegando perseguição a Bolsonaro. Esse número cresceu 2 pontos percentuais em relação a agosto. A variação foi mais expressiva entre aqueles sem posicionamento político (de 80% para 85%) e entre os eleitores da direita não-bolsonarista (de 48% para 53%).
Além disso, 74% consideram que a maior taxação de produtos brasileiros afetará negativamente suas vidas. Por outro lado, 49% acreditam que Lula e o PT estão adotando a postura mais correta nesse embate, contra 27% que apoiam a posição de Bolsonaro e seus aliados.
Programas Sociais
Os programas sociais do governo continuam com alta aprovação. O Minha Casa Minha Vida lidera a lista, com 89% de aprovação, seguido pela Farmácia Popular (88%) e o Bolsa Família (80%). Desde março, aumentou de 51% para 65% o percentual dos que consideram esses programas como direitos inalienáveis, que não devem ser retirados.
Julgamento da Trama Golpista
Esta é a primeira pesquisa realizada após o julgamento dos acusados de tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal. Realizada entre os dias 12 e 14 de agosto, com 2.004 entrevistas presenciais em todas as regiões do Brasil, a pesquisa revela que 55% dos entrevistados acreditam que houve uma tentativa de golpe e 54% afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve participação no plano. Esse índice tem crescido desde dezembro de 2024. Além disso, aumentou de 36% para 42% o número dos que consideram o indiciamento de Bolsonaro como imparcial, enquanto a percepção de perseguição caiu de 52% para 47%.
Em relação à condenação de Bolsonaro, 49% dos entrevistados consideram a pena de 27 anos e 3 meses de prisão exagerada, enquanto 35% a julgam adequada e 12% insuficiente. Outras medidas, como a prisão domiciliar por descumprimento de decisões do STF (aprovada por 51%), inelegibilidade (47%) e o uso de tornozeleira eletrônica (48%), também são vistas como apropriadas pela maioria da população.
