
Ditador Venezuelano, Nicolás Maduro – Foto: Reprodução
A Venezuela anunciou nesta terça-feira (19) a suspensão temporária e proibição de todas as atividades relacionadas a drones e aeronaves remotamente pilotadas em seu território, como parte de uma medida para “salvaguardar a segurança nacional”. A decisão ocorre em meio a um clima de crescente tensão com os Estados Unidos.
No dia anterior (18), o governo Trump enviou navios de guerra para a costa venezuelana, como parte de um esforço para combater os cartéis de drogas da América Latina. Autoridades americanas indicaram que 4.000 marinheiros e fuzileiros navais estão comprometidos com a missão de enfrentamento ao narcotráfico, enquanto a Casa Branca classificou o governo de Nicolás Maduro como uma “ameaça terrorista”.
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Em resposta, o regime de Maduro suspendeu por 30 dias a venda, fabricação, distribuição e operação de drones em todo o país, podendo renovar a medida se necessário. A única exceção à proibição são os drones utilizados para segurança pública e defesa nacional.
“O governo nacional reafirma seu compromisso com a proteção do espaço aéreo venezuelano e com a preservação da segurança geral do país”, afirmou o comunicado oficial do governo.
A decisão ocorre apenas três anos após um incidente em 2018, quando drones explodiram perto de Maduro durante um discurso, em um ataque que o presidente venezuelano classificou como uma tentativa de assassinato, acusando os EUA e a Colômbia sem apresentar provas.
Essa nova medida reflete o aumento das tensões no país, que enfrenta uma crise política e econômica profunda, agravada por suas relações com o governo de Donald Trump.
“Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
