Justiça

Brasília

STF mantém condenação de Bolsonaro e rejeita recurso, mas futuro ainda é incerto

Em decisão unânime, a Primeira Turma do STF mantém a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão, mas um possível reexame do caso no futuro pode favorecer o ex-presidente.


Moraes rejeita recurso de Bolsonaro, mas futuro ainda é incerto – Foto: STF/Agência Brasil/ND

Na tarde desta sexta-feira (7), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o placar de 4 a 0, a Turma decidiu manter sua condenação a 27 anos e três meses de prisão, em um caso relacionado à tentativa de golpe de Estado. O julgamento foi marcado pela ausência do ministro Luiz Fux, que pediu transferência para a Segunda Turma e não participou da análise dos embargos de declaração.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou para negar os embargos, destacando que a sentença foi amplamente fundamentada com base em fatores como culpabilidade, motivos, circunstâncias, consequências do crime e conduta social, todos desfavoráveis ao ex-presidente. Moraes também refutou as alegações da defesa de Bolsonaro, que tentou contestar a dosimetria da pena. A decisão foi acompanhada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

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Embora os embargos de declaração não alterem a sentença, eles são um recurso utilizado para esclarecer pontos da decisão judicial. Em sua análise, Moraes afirmou que a condenação de Bolsonaro, que inclui acusações graves como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, foi justificada de maneira sólida. A expectativa é que o processo seja encerrado até o fim deste ano, com a conclusão de todos os recursos. Assim, as penas poderiam começar a ser cumpridas em breve.

Enquanto isso, o ex-presidente segue em prisão domiciliar desde 4 de agosto, com o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Outros envolvidos no processo, como o general Walter Braga Netto e o ex-ministro Anderson Torres, também tiveram seus recursos rejeitados pela Primeira Turma. Já o tenente-coronel Mauro Cid, delator no caso, não recorreu da condenação e aguarda o cumprimento da pena.

Apesar de a decisão atual parecer desfavorável a Bolsonaro, o ex-presidente ainda conta com recursos pendentes e a possibilidade de um novo julgamento, o que pode alterar o curso do processo.

Apesar da rejeição unânime do recurso de Jair Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a situação do ex-presidente ainda não está definida. A condenação de 27 anos e três meses de prisão foi mantida, mas o fato de o ministro Luiz Fux ter se ausentado do julgamento e a possibilidade de um novo reexame do caso pelo plenário da Corte indicam que o caminho de Bolsonaro pode ganhar novas reviravoltas.

A expectativa dentro do STF é de que o processo seja concluído até dezembro, mas, no cenário atual, não se pode descartar uma mudança de postura por parte da Corte em momentos futuros. O futuro político e judicial de Bolsonaro ainda dependerá das próximas fases do processo e das decisões estratégicas de sua defesa.