O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso na manhã desta quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito falsos vinculados à instituição bancária.
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Além da prisão do empresário, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.
A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens ligados ao grupo investigado. Segundo a Polícia Federal, os valores podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de impedir a movimentação de ativos e garantir eventual ressarcimento.
Vorcaro foi preso em sua residência, na capital paulista, e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal. Ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e organização criminosa.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que o empresário deveria prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado. Na véspera, o ministro André Mendonça havia decidido que o comparecimento seria facultativo, assegurando o direito constitucional de não produzir prova contra si mesmo.

Daniel Vorcaro – Foto: Divulgação/Banco Master
Retrospecto do caso
- 2025 – Início das apurações
A Polícia Federal inicia investigações preliminares após identificar indícios de irregularidades na emissão e negociação de títulos de crédito supostamente vinculados ao Banco Master. - Janeiro de 2026 – Avanço das investigações
Relatórios técnicos apontam possível estrutura organizada para comercialização de títulos considerados fraudulentos, com movimentações bilionárias. - Fevereiro de 2026 – Apoio do Banco Central
O Banco Central do Brasil passa a atuar de forma integrada, auxiliando na análise de operações financeiras e na rastreabilidade de ativos ligados ao grupo investigado. - 3 de março de 2026 – Decisão do STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autoriza mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. - 4 de março de 2026 – Deflagração da operação e prisão
Depoimento na CPI
A prisão ocorre no mesmo dia em que o empresário prestaria depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado.
A Operação Compliance Zero é considerada uma das maiores investigações recentes envolvendo o sistema financeiro brasileiro. A Polícia Federal informa que as diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance total do esquema investigado.
