O escritor, historiador e YouTuber Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, voltou a viralizar com declarações polêmicas do seu canal “Buenas Ideias”. Um recorte do vídeo “Com Mil Raios”, publicado na última quarta-feira (28), começou a gerar revolta nas redes sociais neste domingo por defender que religiosos não tenham direito a votar.
Após viralizar no ano passado ao falar sobre o ativista americano Charlie Kirk, Bueno gravou na semana passada o vídeo comentando, em tom cômico, o raio que caiu durante uma manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele aproveitou para defender que evangélicos não deveriam ter direito de voto nas eleições.
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Semana da intolerância
A semana foi marcada por declarações que misturam intolerância religiosa, contradições políticas, ironias involuntárias e episódios que alimentaram o humor ácido do debate público brasileiro. Entre políticos, artistas, ministros do Supremo Tribunal Federal e influenciadores digitais, frases ditas — ou escritas — ganharam repercussão e provocaram indignação, surpresa e sarcasmo.
A declaração que mais repercutiu partiu do youtuber Eduardo Bueno (o Peninha) ao afirmar que “deveria ser proibido evangélico votar”. A fala foi amplamente criticada por seu teor preconceituoso e reacendeu o debate sobre intolerância religiosa e liberdade política no país.
No campo político, o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo minimizou o conteúdo de uma minuta associada a uma tentativa de golpe, afirmando que “golpe por escrito” não faria sentido no Brasil. Já o padre Ferdinando Mancílio criticou parlamentares que defendem a vida e, ao mesmo tempo, apoiam o armamento da população, gerando reações nas redes sociais.
Declarações controversas também vieram do Judiciário. Frases de ministros do Supremo Tribunal Federal sobre ética, mistério e compromisso institucional foram recebidas com ironia por críticos, especialmente em meio a denúncias e suspeitas envolvendo conflitos de interesse e relações com o setor privado.
Na cultura, artistas e personalidades públicas também entraram no debate. Wagner Moura afirmou que o Brasil “não é simples” ao comentar o cenário político recente, enquanto o humorista Fábio Porchat relativizou escândalos ao comparar crises políticas com corrupção cotidiana, provocando reações negativas.
Internacionalmente, nomes como Donald Trump e Steve Bannon também figuraram entre as frases da semana, reforçando o clima de polarização e desinformação que atravessa fronteiras.
Reunidas, as declarações revelam não apenas o tom do debate público atual, mas também como frases aparentemente isoladas podem sintetizar tensões profundas da sociedade brasileira — entre intolerância, poder, ironia e descrédito institucional.
