De magnitude 5,9, segundo Serviço Geológico dos Estados Unidos, tremor sacudiu uma área montanhosa e remota no leste do país, perto da fronteira com o Paquistão, o que explica número alto de vítimas. Sismo foi sentido na capital Cabul. Governo fala de risco de desastre humanitário.
Um terremoto de magnitude 5.9 na escala Richter matou mais de mil pessoas e deixou mais de 1,5 mil feridos no sudeste do Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão.
O abalo sísmico ocorreu nesta quarta-feira (21), e o balanço de vítimas tende a se agravar nas próximas horas, já que socorristas ainda buscam corpos nos escombros de prédios destruídos. Segundo autoridades locais. Ao menos outras 1.500 pessoas ficaram feridas.
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“Até o momento, a informação que temos é de que pelo menos 920 pessoas morreram e 600 ficaram feridas”, disse o vice-ministro para Gestão de Desastres, Sharafuddin Muslim, em uma coletiva de imprensa em Cabul.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto foi registrado 46 quilômetros a sudoeste da cidade de Khost, a uma profundidade de 10 quilômetros.
A região mais atingida é a província montanhosa de Paktika, mas tremor foi sentido em um raio de mais de 500 quilômetros a partir de seu epicentro, incluindo territórios no Paquistão e até na Índia.
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O USGS, que monitora tremores em todo o mundo em tempo real, registrou magnitude 5,9. Já o Departamento Meteorológico do vizinho Paquistão afirmou que o tremor atingiu magnitude 6,1. Em ambos os casos, a magnitude não é considerada muito alta, e o que explica o grande número de mortos é a região onde o tremor ocorreu, uma área extremamente montanhosa e com muitas aldeias em condições precárias.
Também por isso, houve um salto no número de mortos entre o primeiro balanço, quando se falava de 280 mortos, e no segundo, quando as autoridades já registravam 920 vítimas fatais. No terceiro, a contagem já passava de mil, e as autoridades dizem que ainda há muitos vilarejos onde as forças de resgate ainda não conseguiram chegar.
Redação Portal CINCO
