Com a expansão do cadastro biométrico para os mais diversos usos pessoais, parece que estamos a um passo mais próximo do futuro. Afinal, autenticações com nossa biometria são mais eficientes, já que nossas digitais são, por natureza, únicas e difíceis de copiar. Mas esse progresso todo abre outros questionamentos: existem riscos no uso do reconhecimento facial?

Foto: reprodução
Em 2021 Christian Perrone, coordenador da área de Direito e Tecnologia do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITSRio) explicou uma série de questões envolvendo o que realmente está em jogo com o reconhecimento facial.
Continua depois da Publicidade
Perrone explica que as tecnologias de reconhecimento facial funcionam, de certa forma, como nossa própria memória. “É como olhar para um álbum de fotos antigo e saber que a pessoa que está lá é um colega de infância.” O especialista explica que a detecção ocorre em três etapas.
Reconhecimento facial é como uma memória virtual
O reconhecimento facial como identificação individual não é tão antigo, e foi só a partir de 2011 que a tecnologia começou a ser incorporado nos nossos smartphones. Em sua estrutura mais básica, a tecnologia tem duas partes: uma que identifica e mapeia, e um banco de dados biométrico de rostos para comparar. Sem um dos lados, ela não funciona propriamente.

Foto: reprodução
Atualmente a Clearview AI diz que pretende coletar 100 bilhões de imagens – ou seja, 14 para cada pessoa no planeta – com a ajuda da Inteligência Artificial (IA).
Como você se sentiria se fotos de seu próprio rosto – fotos que você nem sabia que existiam – aparecessem nesse crescente banco de dados?
E se o poderoso software de reconhecimento facial da Clearview AI, que poderia ser usado para vigilância em massa e criação de perfis, caísse nas mãos erradas? E se já tiver?
Esta é a história não contada da Clearview AI, a história que a empresa não queria que contássemos.
