Mais de 34 mil requerentes de asilo e imigrantes desembarcaram na Itália desde o início do ano, acima dos 25.500 registrados no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Interior da Itália.
Quase 700 imigrantes foram resgatados no sábado (23) na costa sul da Itália, incluindo cinco mortos, informou a guarda-costeira no último domingo (24) em um comunicado, conforme o fluxo de migrantes que cruzam o Mediterrâneo aumenta com condições de navegação mais favoráveis.
Continua depois da Publicidade

De 674 migrantes, a maioria foi encontrada em um barco de pesca a cerca de 200 quilômetros da costa da Calábria, a “bota” da Itália. Outros foram resgatados na água. Trata-se de apenas uma das ações de resgate nos últimos dias. Imigrantes em botes também foram resgatados no sábado.
As operações de busca e resgate foram realizadas por um navio mercante e pela guarda costeira e pela polícia financeira da Itália.
Os imigrantes foram transferidos para cidades portuárias na Sicília e na Calábria na manhã de domingo, segundo o comunicado. Os cinco cadáveres foram levados para o necrotério do hospital da cidade siciliana de Messina.
Mais de 34.000 requerentes de asilo e imigrantes desembarcaram na Itália desde o início do ano, acima dos 25.500 registrados no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Interior da Itália.
Na ilha de Lampedusa, cerca de 522 pessoas do Afeganistão, Paquistão, Sudão, Etiópia e Somália, entre outros, chegaram desde a madrugada de sábado em 15 barcos diferentes da Tunísia e da Líbia. De acordo com a mídia italiana, o centro de recepção da ilha está sobrecarregado. Com capacidade para cerca de 300 pessoas, o local acolhe atualmente 1.200.
A rota de migração do Mediterrâneo Central é a mais perigosa do mundo. A Organização Internacional para as Migrações estima que 990 pessoas morreram e desapareceram desde o início do ano.
Redação Portal CINCO
