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Internacional

Peru

Presidente do Peru é acusada de deixar o cargo vago por 12 dias para fazer cirurgia plástica

A presidente interina do Peru, Dina Boluarte, está envolvida em uma nova polêmica. Depois do caso dos relógios Rolex e joias não declaradas em abril, a revista peruana Hildebrandt en sus trece revela que a chefe de estado esteve ausente durante quase duas semanas entre junho e julho de 2023 para realizar cirurgias plásticas, deixando a presidência sem substituto.


Dina Boluarte, que assumiu o governo interino do Peru após a destituição de Pedro Castillo, teria ficado ausente 12 dias durante os quais teria realizado uma rinoplastia e tratamentos antienvelhecimento. O problema é que a presidente não delegou oficialmente seus poderes durante o período de ausência.

A deputada da oposição Ruth Luque denuncia “uma obstrução à Constituição”. Ela solicitou acesso à agenda de Boluarte e outros documentos que permitam apurar a verdade sobre o caso. Do lado do governo, os ministros desmentem a ausência e defendem o “direito à privacidade” da presidente.

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“As decisões privadas claramente podem ter impacto nas decisões públicas e, especialmente no caso de Dina Boluarte, interessa saber quem cuidou da presidência, que decisões foram tomadas, se foi apresentada uma licença médica. Estamos diante de uma presidência sem vice-presidentes, e por isso mesmo o exercício da presidência exige maior responsabilidade e respeito da Constituição”, disse Luque no X.

Momento crítico para o Peru

A cirurgia realizada pela presidente teria sido puramente estética, segundo diversas fontes citadas pela imprensa peruana. Os jornais afirmam que Dina Boluarte não gostava de como aparecia nas fotos e por isso teria recorrido a Mario Cabani Ravello, um cirurgião plástico renomado que cuida de celebridades.

A presidente se ausentou em um momento crítico para o país, em que era discutido um projeto de lei de luta contra a corrupção.

Nas redes sociais, postagens que comparam a aparência da presidente antes e depois das plásticas se multiplicam.

Baluarte, que já havia se envolvido em outra polêmica sobre uma coleção de relógios de luxo não declarados, que ficou conhecida como “rolexgate”, perdeu ainda mais credibilidade aos olhos dos peruanos. Mais de 88% desaprovam suas políticas. Além disso, acabam de ser publicados dados sobre a situação econômica do país, revelando que mais de 30% dos peruanos vivem abaixo do limiar da pobreza. Este nível é quase tão crítico como durante a pandemia de Covid-19.