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Oriente Médio

O que se sabe sobre os reféns em Gaza e quem pode ser solto após acordo

Primeira fase do cessar-fogo prevê que o Hamas liberte 33 pessoas, incluindo civis e mulheres soldados, crianças, idosos e doentes.


A primeira fase do acordo alcançado entre o Hamas e Israel na quarta-feira (15) inclui uma pausa na guerra e a libertação de reféns israelenses mantidos em Gaza e de prisioneiros palestinos mantidos sob custódia por Israel.

Vários detalhes e o cronograma do acordo completo ainda não foram divulgados.

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Tanque de Israel durante operação no sul do país, na fronteira com Gaza. Guerra completou mais de um ano no começo de 2025 – Foto: Jack Guez/AFP

81 dos reféns são homens e 13 são mulheres. O Hamas mantém mais quatro pessoas em cativeiro desde 2014, pelo menos duas estão mortas.

Estrangeiros: Oitenta e quatro reféns em Gaza são de Israel, enquanto oito são da Tailândia, um é do Nepal e um é da Tanzânia.

Americanos: Sete reféns americanos estão sendo mantidos em Gaza. Os três americanos que se presume estarem vivos são Edan Alexander, Sagui Dekel-Chen e Keith Siegel; outros quatro foram declarados mortos e seus restos mortais ainda não foram devolvidos.

Quem será liberto: Siegel e Dekel-Chen estão na lista de reféns a serem soltos na primeira fase, segundo um alto funcionário dos EUA e duas outras fontes.

Espera-se que três reféns civis israelenses sejam libertas no primeiro dia do cessar-fogo, e no sétimo dia, o Hamas deve libertar mais quatro, conforme documento compartilhado por um alto funcionário do Hamas. Depois disso, “o Hamas libertará três detidos israelenses a cada sete dias, começando com mulheres (civis e soldados)”, afirmou o comunicado.

Troca de reféns e prisioneiros: Segundo documento, Israel libertará mil palestinos presos em 8 de outubro de 2023, mas que não estavam envolvidos no ataque do Hamas a Israel no dia anterior.

Dos 33 reféns que o Hamas deve libertar, nove que estão doentes e feridos serão trocados por 110 prisioneiros palestinos com sentenças perpétuas, conforme declaração.

Prisioneiros palestinos: Forças israelenses mantém pelo menos 10 mil palestinos detidos, segundo a Comissão de Assuntos de Detentos e a Sociedade de Prisioneiros Palestinos — embora esse número não inclua a quantidade desconhecida de palestinos capturados em Gaza.

Detenção administrativa: O número de prisioneiros palestinos mantidos por Israel inclui 3.376 pessoas mantidas sob detenção administrativa, o que significa que não houve acusações públicas contra elas nem julgamento, incluindo 95 crianças e 22 mulheres.

No total, 251 pessoas em Israel foram capturadas em 7 de outubro de 2023, e o governo diz que 94 continuam em Gaza. A maioria dos 157 que foram devolvidos até agora foi liberta após um acordo com o Hamas no final do ano passado.

O Conselho de Ministros israelita deverá ratificar o acordo nesta quinta-feira (16).

Israel acusa Hamas de não respeitar certas partes do acordo de cessar-fogo

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusa o Hamas de ter renegado certas partes do acordo de cessar-fogo – Foto: reprodução

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (16) que o seu Governo não se reuniria para aprovar o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação de dezenas de reféns até que o Hamas recuasse perante aquilo a que chamou uma “crise de última hora”.

O gabinete de Benjamin Netanyahu acusou o Hamas de renegar certas partes do acordo para “extorquir concessões de última hora”. Não deu mais pormenores.

O Conselho de Ministros israelita deverá ratificar o acordo na quinta-feira.

Izzat al-Rashq, um alto funcionário do Hamas, disse que o grupo islamista “está empenhado em respeitar o acordo de cessar-fogo, que foi anunciado pelos mediadores”.

O acordo de cessar-fogo alcançado na quarta-feira prevê a libertação de 33 reféns do Hamas durante as próximas seis semanas, em troca de prisioneiros palestinianos. Os outros reféns deverão ser libertados numa segunda fase negociada durante a primeira.