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Justiça dos EUA promete julgamento histórico contra Nicolás Maduro após operação militar

Procuradora-geral afirma que líder venezuelano responderá por narcoterrorismo e tráfico de drogas em tribunal de Nova York.


Narcoditador Nicolás Maduro é preso, algemado e retirado da Venezuela pelos EUA – Foto: Reprodução

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrentará “toda a força da Justiça americana” nos tribunais dos EUA. Segundo Bondi, o líder venezuelano será julgado no Distrito Sul de Nova York, sob acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armamento pesado e dispositivos destrutivos.

A afirmação ocorre poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar de grande escala realizada em território venezuelano na madrugada deste sábado.

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De acordo com autoridades americanas, a ofensiva teve como objetivo cumprir mandados de prisão já existentes contra Maduro. O senador republicano Mike Lee afirmou ter conversado com o secretário de Estado, Marco Rubio, e disse que a principal motivação da operação foi assegurar que o líder venezuelano responda às acusações em solo americano.

Acusações e extradição

Momento inapropriado para processar Maduro | G1

Maduro era alvo de uma recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à sua prisão. Fontes oficiais indicam que, após a captura, ele foi imediatamente retirado da Venezuela para ser submetido ao sistema judiciário americano.

Como foi a operação

Especialistas classificaram a ação como uma das mais rápidas já conduzidas fora do território dos EUA. A missão teria sido executada por tropas da Força Delta do Exército americano, com apoio de forças policiais federais e monitoramento de inteligência da CIA.

Os ataques começaram por volta das 3h (horário de Brasília) e atingiram alvos estratégicos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Testemunhas relataram explosões, intensa movimentação aérea e a presença de helicópteros por cerca de 90 minutos.

Após a incursão, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro não era conhecido pelas autoridades locais logo após a operação.

Repercussão internacional

A intervenção dos Estados Unidos provocou reações divergentes no cenário global. Rússia e Cuba condenaram a ação, classificando-a como “agressão armada” e “violação do direito internacional”. Em sentido oposto, o presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a captura, afirmando que “a liberdade avança no continente”.

No Brasil, Lula diz que ataque dos EUA à Venezuela é “afronta gravíssima à soberania” e convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para avaliar os impactos regionais da ofensiva. A União Europeia pediu moderação, respeito às normas internacionais e reiterou críticas à legitimidade do governo Maduro.

Na Venezuela, a oposição, liderada por Edmundo González e María Corina Machado, acompanha o desenrolar dos acontecimentos diante da possibilidade de uma transição política.

Principais ações dos EUA em relação à Venezuela

  • 2015 – Os EUA declaram a Venezuela uma ameaça à segurança nacional e iniciam sanções econômicas contra membros do governo.

  • 2017 – Washington amplia sanções financeiras e proíbe negociações com títulos da dívida venezuelana.

  • 2019 – Os EUA reconhecem Juan Guaidó como presidente interino e intensificam o isolamento diplomático de Maduro.

  • 2020 – O Departamento de Justiça acusa Nicolás Maduro de narcoterrorismo e anuncia recompensa milionária por sua captura.

  • 2023–2025 – Sanções são parcialmente ajustadas, mas acusações criminais contra líderes chavistas permanecem ativas.

  • 2026 – Operação militar dos EUA resulta na captura de Nicolás Maduro, que passa a responder judicialmente em território americano.