Uma enfermeira vinculada ao sistema de saúde da Virginia Commonwealth University (VCU Health), nos Estados Unidos, está sendo investigada após a divulgação de vídeos nas redes sociais em que incentiva atos de sabotagem, agressões e contaminação de alimentos contra agentes federais de imigração, ligados ao ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas).
O caso veio à tona após uma série de vídeos publicados no TikTok, em uma conta chamada Redheadredemption, que acabou sendo apagada. As gravações ganharam grande repercussão depois de serem compartilhadas pelo perfil LibsOfTikTok, provocando indignação e cobranças por providências.
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“O conteúdo dos vídeos é extremamente inapropriado e não reflete a integridade ou os valores do nosso sistema de saúde.” Nota da Virginia Commonwealth University (VCU) – Foto: Reprodução/TikTok
Em nota enviada à Fox News Digital, a VCU Health confirmou que a mulher é funcionária da instituição e informou que abriu uma investigação interna em conjunto com a Polícia da VCU.
“A saúde e a segurança de todos que procuram nossos serviços são prioridade. Estamos cientes de vídeos publicados por um indivíduo identificado como funcionário do nosso sistema de saúde. O conteúdo é extremamente inapropriado e não reflete os valores nem a integridade da instituição”, afirmou a universidade.
Segundo a VCU, enquanto a apuração estiver em andamento, a enfermeira foi colocada em licença administrativa, ficando proibida de acessar as dependências da universidade ou ter contato com pacientes.

Conteúdo dos vídeos gerou alerta
Nos vídeos divulgados, a profissional aparece sugerindo ações consideradas graves e potencialmente criminosas. Em uma das gravações, com a legenda “#ice #resistência #sabotagem”, ela orienta profissionais da saúde a utilizarem seringas com substâncias químicas como forma de intimidação.
Entre os exemplos citados, ela menciona o uso de succinilcolina, um anestésico que provoca paralisia muscular temporária, com efeitos que podem durar de quatro a seis minutos.
Em outro vídeo, vestida com uniforme médico, a enfermeira sugere o uso de hera venenosa ou carvalho venenoso, diluídos em água, para serem lançados contra pessoas, especialmente no rosto e nas mãos, por meio de pistolas de água.
Incentivo à contaminação de bebidas
O conteúdo mais polêmico envolve um terceiro vídeo, com a hashtag “#staytoxic”, no qual a enfermeira orienta mulheres solteiras a se aproximarem de agentes do ICE por meio de aplicativos de relacionamento, como Tinder e Hinge, para então drogar suas bebidas.
Ela sugere o uso de laxantes como forma de incapacitar os agentes temporariamente, afirmando que a prática seria “fácil de negar” e que não resultaria em mortes.
Além disso, a mulher afirma que os seguidores deveriam identificar hotéis e locais onde os agentes se alimentam, incentivando ações para “tornar a vida deles um inferno”, segundo suas próprias palavras.
Investigação e repercussão nacional

Agentes do ICE estão no local onde uma mulher foi morta a tiros durante uma operação policial em 7 de janeiro de 2026, em Minneapolis, Minnesota – Foto: Christopher Juhn/Anadolu via Getty Images
As declarações da enfermeira ocorrem em meio a um clima de tensão envolvendo operações federais de imigração, especialmente após episódios recentes de confrontos entre manifestantes e forças de segurança em cidades como Minneapolis, no estado de Minnesota.
O caso também gerou reações políticas. Autoridades e entidades ligadas à área da saúde e da segurança pública pedem punições severas, incluindo a revogação da licença profissional da enfermeira, caso as denúncias sejam confirmadas.
Até o momento, não há informações sobre prisão ou denúncia formal, mas a universidade reforçou que coopera integralmente com as autoridades.
Quem investiga
A apuração envolve:
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Virginia Commonwealth University Health
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Polícia da VCU
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Autoridades locais e federais, que analisam possível incitação à violência e ameaças contra agentes públicos
O caso segue em investigação.
