O filme, que fala da resistência do povo do norte de Tocantins, foi recebido com entusiasmo pela plateia em sua estreia. A produção foi aplaudida durante mais de 10 minutos após a projeção.
A equipe de “A Flor do Buriti” também chamou atenção em sua passagem pela Riviera Francesa ao protestar no tapete vermelho do Festival de Cannes contra o marco temporal na noite de quarta-feira (24). Eles exibiram na escadaria do Palácio dos Festivais, diante dos fotógrafos do mundo todo, uma faixa com os dizeres: “não ao marco temporal, the future of indigenous lands in Brazil is under threat (o futuro das terras indígenas brasileiras está ameaçado)”.
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Foto: divulgação
“A Flor do Buriti” é fruto de uma colaboração de muitos anos dos diretores com a comunidade indígena de Pedra Branca. “É importante sublinhar que o nosso projeto com os Krahô não é um projeto artístico, é um projeto de vida”, disse João Salaviza em entrevista durante a semana.
Em 2018, os diretores venceram o Prêmio Especial do Júri, na mesma mostra, com “A Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”, também sobre os Krahô.

Foto: reprodução

O prêmio principal da mostra Um Centro Olhar foi para o filme “How to Have Sex”, de Molly Manning Walker. O prêmio Nouvelle Voix (Nova Voz) foi para “Augure”, de Baloji, e o Prix de la Liberté (Prêmio da Liberdade) foi para “Goodbye Julia”, de Mohamed Kordofani. A melhor direção foi para Asmae El Moudir, pelo filme “Kadib Abyad”, e o prêmio do júri, dirigido este ano pelo ator americano John C. Reilly, foi para “Les Meutes”, de Kamal Lazraq.
