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Esporte

Técnico do JC é preso após relato de ofensa racial durante comemoração do acesso do Bahia

A jogadora do Bahia, Suelen diz que foi chamada de "macaca" por Hugo Duarte: "Utilizou de mecanismo de opressão para inferiorizar minha negritude".


A comemoração do acesso Bahia à Primeira Divisão do Futebol Feminino terminou em confusão no gramado do estádio de Pituaçu, em Salvador.

Na ocasião, Suelen, uma das jogadoras do Tricolor, relatou ter sido vítima de ofensa racial pelo técnico do JC, Hugo Duarte, que foi levado à delegacia e preso em flagrante.

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“A naturalização que se foi proferida mais de uma vez pela expressão racista “macaca” tenta silenciar a minha figura como mulher preta no esporte, porém o ato denúncia é a arma que tenho para combater o racista”, escreveu Suelen em publicação nas redes sociais.

A Polícia Militar afirma que foi acionada pela juíza da partida, ao término do jogo, para relatar a confusão entre as jogadoras dos dois times. Neste momento, segundo a PM, uma jogadora do Bahia relatou que o técnico do time adversário cometeu injúria racial contra ela. O treinador, então, foi encaminhado para a Central de Flagrantes e autuado em flagrante.

Em nota, o JC, clube do Amazonas, afirmou que repudia qualquer ato racista, mas que avalia com o setor jurídico “todas informações necessárias dos acontecimentos ali presenciados para realizar os procedimentos cabíveis onde não haja informações infame ou caluniosas que prejudiquem quaisquer que sejam os envolvidos”.

Já o Bahia prestou solidariedade a Suelen e cobrou “resposta à altura da gravidade do assunto, reiterando compromisso na luta contra qualquer tipo de discriminação”.

Nota divulgada pelo Bahia

O que deveria ser uma noite apenas de comemoração pelo acesso das Mulheres de Aço à elite do futebol brasileiro acabou manchada por episódio lamentável no estádio de Pituaçu.

Ao final da partida, a zagueira tricolor Suelen foi alvo de ofensa racial praticada pelo treinador da equipe adversária no gramado.

Acionada, a Polícia Militar conduziu o acusado à Central de Flagrantes da 1ª Delegacia para realização de boletim de ocorrência.

O Diretor de Operações e Relações Institucionais, Vitor Ferraz, acompanha a atleta juntamente com advogado criminalista que assessora o clube, além de outras jogadoras e funcionários que se apresentaram como testemunha.

Nota divulgada pelo JC

O JC Futebol Clube AM repudia qualquer ato de racismo ou injúria racial contra qualquer pessoa.

Sobre o ocorrido nesta segunda feira onde o clube enfrentou o Bahia pelo Campeonato Brasileiro Feminino, houve um ocorrido envolvendo o treinador e uma atleta do clube Bahia que estão sendo investigado.

O clube juntamente com seu jurídico estão averiguando todas informações necessárias dos acontecimentos ali presenciados para realizar os procedimentos cabíveis onde não haja informações infame ou caluniosas que prejudiquem quaisquer que sejam os envolvidos.

Com informações do G1 Bahia