- Foto: Divulgação STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (27) o julgamento de três ações que discutem a atuação de provedores de internet na remoção de conteúdos com desinformação e discursos de ódio. A análise envolve a possibilidade de retirar materiais sem determinação judicial, tema central na regulação digital brasileira.
Os casos, relatados pelos ministros Luiz Fux, Edson Fachin e Dias Toffoli, levantam questões sobre a aplicação do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). A ação conduzida por Toffoli avaliará a constitucionalidade da exigência de ordem judicial para responsabilizar provedores por atos ilícitos. Já o processo de Fux discute se plataformas têm o dever de fiscalizar conteúdos ofensivos por conta própria.
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Outro ponto de destaque é o julgamento relatado por Fachin, que analisa a legalidade de bloqueios judiciais ao WhatsApp. O tema ganha relevância em um contexto de crescente uso de plataformas digitais e preocupações com seus impactos sociais.
Em 2023, o STF realizou uma audiência pública sobre o Marco Civil da Internet para ouvir especialistas, representantes do setor público e sociedade civil. O objetivo foi coletar informações técnicas e jurídicas para embasar as decisões da Corte sobre a responsabilidade das redes sociais no combate a conteúdos nocivos.

