
Renato Gaúcho quando foi apresentado como técnico do Fluminense – Foto: Reprodução
Após a eliminação do Fluminense nas quartas de final da Copa Sul-Americana, diante do Lanús, no Maracanã, Renato Gaúcho pediu demissão do cargo de treinador e usou as redes sociais para se manifestar. Em sua despedida, agradeceu à diretoria, ao elenco e à torcida, mas também deixou críticas a uma parcela da opinião pública, que ele chamou de “meia dúzia de gênios que acham que sabem tudo, mas estão destruindo o futebol”.
“Gostaria de agradecer ao presidente Mário Bittencourt, ao Paulo Angioni e a toda diretoria pelo apoio. Também agradeço à comissão técnica, aos jogadores e à imensa torcida do Fluminense. Mas peço que não se deixem influenciar por quem acha que entende tudo de futebol”, disse Renato, em seu Instagram.
Continua depois da Publicidade
A declaração foi reforçada na coletiva pós-jogo, onde o treinador deixou claro que a pressão vinda das redes sociais influenciou sua decisão:
“Antes de vir aqui, pedi demissão. Vou sair para descansar a cabeça e deixar os gênios da internet continuarem falando de futebol, já que entendem tanto.”
A direção do Fluminense foi pega de surpresa pela decisão. Internamente, o clube avaliava o trabalho de Renato como positivo, principalmente pelo desempenho nas outras competições, como o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, nas quais o Tricolor ainda está na briga.
E agora?

Quem será o novo técnico do Fluminense? – Foto: Reprodução
Zé Ricardo, Lisca, Barbieri e Marcão estão entre os cotados
A diretoria do Fluminense segue em busca de um novo comandante para a equipe principal, após a saída de Oswaldo de Oliveira, na última sexta-feira. Enquanto o clube avalia possibilidades no mercado, o interino Marcão ganhou força nos bastidores após conduzir a equipe à vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio, no último domingo, no Maracanã.
Sem consenso até o momento, quatro nomes despontam como os principais cotados para assumir o cargo: Zé Ricardo, Lisca, Maurício Barbieri e o próprio Marcão. Confira abaixo o perfil de cada um:
Zé Ricardo: o nome de confiança da diretoria

Técnico é bem visto pelo presidente – Foto: Ricardo Moreira/Fotoarena
Com passagens por Flamengo, Vasco, Botafogo e, mais recentemente, Fortaleza, Zé Ricardo é visto como um nome experiente e alinhado com a filosofia ofensiva do clube. Conhecido por sua postura serena e por priorizar a posse de bola, o treinador tem a simpatia do presidente Mário Bittencourt, que enxerga no carioca um representante da “nova geração” de técnicos.
Apesar de não ter emplacado no Fortaleza, onde ficou apenas alguns meses, Zé Ricardo é considerado um profissional estudioso e com boa reputação nos bastidores.
Lisca: o motivador que agrada a vice-presidência

Lisca é o preferido de Celso Barros – Foto: Felipe Santana/Ceará
Carismático, explosivo e conhecido por resgatar equipes em crise, Lisca Doido é o preferido do vice-presidente Celso Barros. O treinador ficou marcado por evitar o rebaixamento do Ceará em 2018 e por sua forte ligação com torcidas por onde passa.
Apesar disso, sua trajetória é marcada por passagens curtas e algumas polêmicas em clubes como Náutico, Paraná, Juventude e Criciúma. Seu perfil motivacional pode pesar a favor em um momento delicado do clube.
Maurício Barbieri: o técnico tático e ousado

Barbieri agrada conselheiros – Foto: Reprodução/TV Goiás
Aos 38 anos, Maurício Barbieri representa a aposta mais jovem entre os nomes cogitados. Com uma carreira construída em clubes como Red Bull Brasil, Flamengo e Goiás, Barbieri é conhecido por seu estilo estudioso e por buscar variações táticas, priorizando o controle do jogo e a posse de bola.
Apesar de ter bons momentos na carreira, ainda enfrenta certa desconfiança por sua juventude e por resultados irregulares em clubes como América-MG e Guarani. Tem a preferência de parte do Conselho Deliberativo do Fluminense.
Marcão: o ídolo que corre por fora

Marcão teria a preferência dos jogadores – Foto: AFP
Ídolo da torcida e figura querida no elenco, Marcão voltou a comandar o time como interino e conquistou a confiança da torcida com a vitória sobre o Grêmio. Aos 47 anos, o ex-volante soma passagens interinas anteriores e um retrospecto discreto, mas positivo, com três vitórias, três empates e duas derrotas.
Sua boa relação com o grupo, identificação com o clube e respaldo da arquibancada colocam seu nome como uma solução caseira, considerada por muitos como viável neste momento de transição.
Próximos passos
A diretoria do Fluminense ainda não definiu um prazo para anunciar o novo treinador, mas a tendência é que a decisão seja tomada nos próximos dias, especialmente com a proximidade de jogos importantes no Brasileirão. Enquanto isso, Marcão segue à frente da equipe de forma interina.
