Soltura ocorreu após o desembargador Ney belo, d Tribunal Regional Federal da 1º Região, cassar a prisão preventiva.
O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro deixou, na tarde desta quinta-feira (23) a sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo, onde estava desde sua prisão, em Santos, na manhã de ontem (22). A prisão foi revogada pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), junto com a de outros quatro presos na operação Acesso Pago, que investiga suspeita de corrupção no Ministério da Educação e Cultura (MEC).
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Além do ex-ministro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, o ex-assessor Helder Diego da Silva Bartolomeu e o ex-gerente Luciano de Freitas Musse, que também foram presos por suspeita de participação no mesmo esquema, devem ser soltos hoje.
A informação foi confirmada pelo o advogado de Ribeiro, Daniel Bialski. Segundo a defesa, o ex-ministro está “indo encontrar a família” após revogação da prisão.
Audiência suspensa
A decisão do desembargador Ney Bello foi tomada na manhã de hoje e enviada com urgência à 15ª Vara Federal de Brasília, que decretou as prisões. O magistrado argumenta, em sua decisão, que Milton Ribeiro não faz parte mais do governo atual e que os fatos investigados não são atuais, o que não justifica sua prisão.
“Por derradeiro, verifico que além de ora paciente não integrar mais os quadros da Administração Pública Federal, há ausência de contemporaneidade entre os fatos investigados — ‘liberação de verbas oficiais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Ministério da Educação direcionadas ao atendimento de interesses privados’ — supostamente cometidos no começo deste ano, razão pela qual entendo ser despicienda a prisão cautelar combatida”, diz o documento.
Redação Portal CINCO
