
Morreu neste sábado (3), em Manaus, aos 72 anos, o multiartista Sérgio Vieira Cardoso, um dos nomes de destaque da cultura do Amazonas. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Nascido em Manaus, em 10 de março de 1954, Sérgio Cardoso construiu uma trajetória de mais de cinco décadas dedicada às artes. Ele atuou como dramaturgo, diretor de teatro, cineasta, artista plástico, escritor e gestor cultural.
Continua depois da Publicidade
Além da produção artística, era formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ocupava a cadeira nº 2 da Academia Amazonense de Letras (AAL), para a qual foi eleito em 2017.
Legado na cultura amazonense
Ao longo da carreira, Sérgio Cardoso desenvolveu trabalhos em diferentes áreas da cultura e levou sua produção para exposições e eventos dentro e fora do Amazonas.
Sua obra tinha forte relação com a Amazônia e com a memória de Manaus, abordando questões sociais e ambientais. No teatro, ganhou destaque com montagens como “A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz” e “Carmen de Lazone”.
O artista também exerceu funções na gestão cultural do Amazonas. Entre 1981 e 1991, atuou como coordenador de assuntos culturais na Secretaria de Educação e Cultura do estado e, em 1987, foi diretor-superintendente da Televisão Educativa do Amazonas.
Em 2026, lançou um documentário sobre a trajetória dos irmãos Piola, jogadores que tiveram passagens por clubes como Fast Clube, Nacional e Paysandu. Atualmente, sua última exposição, “Papers & True Graphics”, está em cartaz no Centro Cultural Palácio da Justiça, em Manaus.
