O juiz de execução penal no Amazonas, Luís Carlos Valois, defensor de direitos humanos, teve suas contas nas redes sociais suspensas nesta semana a mando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Em postagem no Facebook, compartilhada na noite de segunda-feira, 16, o magistrado informou que desconhece o motivo do bloqueio e que ainda não havia sido intimado para cumprir a decisão. Ele evitou comentar o caso.
“Pessoal, essa deve ser a minha última postagem nas redes sociais. O CNJ determinou o bloqueio de todas as minhas contas no Facebook, Instagram e Twitter. Somente o Twitter bloqueou, mas em breve as demais devem ser também. Não sei o motivo ainda, não fui intimado, mas até em respeito à decisão do CNJ não me manifestarei nas redes mesmo com a conta ainda não bloqueada. Vocês não verão da minha parte nenhuma queixa ou acusação de pessoas, se institucionalmente eu errei, que isso seja resolvido de forma justa. Agradeço a todos que estão se manifestando, obrigado!”, disse.

Recentemente, Valois vinha abordando na internet a prisão de manifestantes que invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. Uma das últimas publicações do juiz no Twitter foi um fio (sequência de postagens) sobre os direitos dos vândalos presos após a invasão aos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.
Na mídia, Valois ganhou projeção após conter uma revolta em presídio de Manaus. Os detentos exigiram a presença dele para negociar a retomada da ordem na unidade.
Essa não foi a primeira vez que o magistrado se tornou alvo de decisão do CNJ. Em 23 de novembro do ano passado, Valois compartilhou relato no Facebook sobre o processo que o Conselho moveu por conta de críticas à Operação Lava Jato.
“Quando fiz o post não pensei estar fazendo manifestação política partidária, que é o que é vedado ao juiz, mas política no sentido de defender e aprimorar o próprio judiciário que, por intermédio de alguns membros, fazia efetivamente, como ficou provado depois, política partidária“, disse o magistrado na época. O processo foi arquivado.
*Com informações da Revista Cenárium
