Estudos indicam que, ao contrário do que se pensa, os cigarros eletrônicos são tão perigosos quanto os tradicionais e também desregulam genes, desencadeiam doenças e afetam o sistema imunológico

A praticidade e aparência tecnológica do cigarro eletrônico tem sido atrativos especialmente entre os jovens. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os dispositivos eletrônicos não são seguros e possuem substâncias tóxicas além da nicotina. O cigarro eletrônico pode causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer.
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“Ele tem substâncias que atuam no tecido cerebral, uma delas acaba sendo também a nicotina, entre outras. Nós sabemos que quando você interfere no funcionamento das sinapses, que são comunicações que existem entre os neurônios, você pode deflagrar determinada liberação de neurotransmissores como por exemplo dopamina e, com isso, você tem uma sensação agradável naquele momento”, explica Gomes.
Segundo o neurocirurgião, a sensação de prazer despertada pelo cigarro eletrônico em um contexto de descontração pode tornar difícil o abandono do hábito. “A cada momento que existe uma inalação e aquela sensação pode ser traduzida em alguma coisa agradável, o circuito de recompensa cerebral é acionado. Então, você tem uma dependência estabelecida”, afirma.
O especialista explica que o uso de cigarro eletrônico afeta diretamente o sistema límbico, estrutura cerebral relacionada com as emoções humanas. Durante o fumo, são acionadas diferentes respostas fisiológicas no organismo, podendo levar a um aumento das frequências cardíaca e respiratória, a dilatação das pupilas e sensação de ansiedade.

O Ministério da Saúde recomenda 10 passos para parar de fumar:
- Tenha determinação
- Marque um dia para parar
- Corte gatilhos do fumo
- Escolha um método: abrupto ou gradual
- Encontre substitutos saudáveis
- Livre-se das lembranças do cigarro
- Encontre apoio de amigos e familiares
- Escolha a melhor alimentação
- Procure apoio médico
- Troque experiências em um grupo de apoio

Redação: Portal CINCO
