Amazonas

Buscas por desaparecidos na Amazônia chegam ao 5º dia


A operação em busca do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira no Amazonas conta com cerca de 250 pessoas.

Completou exatamento cinco dias de buscas pelo indigenista Don Phillips e o jornalista Bruno Araújo, que desapareceram no Vale do Javari, no oeste do Amazonas. 

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E ainda sem ideia do que ocorreu com os dois, o governo federal não deslocou de outros Estados soldados da Força Nacional de Segurança para atuar nas buscas ou decretou Garantia da Lei e da Ordem (GLO), ao contrário do que costuma ocorrer em casos que envolvem regiões com pouca estrutura de segurança. O contingente de 250 homens da Marinha, Exército e das polícias federal, civil e bombeiros destacados na operação também está abaixo do que o Exército pode mobilizar, segundo militares e especialistas em selva ouvidos pela imprensa.

Desaparecidos na Amazônia: Atalaia do Norte fica no extremo oeste do AM e é  marcada por conflitos; buscas continuam nesta sexta | Amazonas | G1

Soldados da Força Nacional atuam nas buscas, mas apenas quem já estava na região. Questionado, o ministro da Justiça, Anderson Torres, se recusou a informar o contingente. Em operações como essa, a atuação de grande efetivo da Força Nacional serve para garantir um ambiente de segurança e tranquilidade na região para a investigação do caso, além do caráter simbólico de demarcar a presença do Estado em área de conflito. Bruno e Dom desapareceram no último domingo (5) nas proximidades do Vale do Javari, uma região dominada pelo narcotráfico, quando faziam uma expedição.

Nesta sexta-feira, uma portaria do Diário Oficial autorizou o envio da Força Nacional para combater crimes ambientais e narcotráfico na região do Médio Solimões. Essa medida, contudo, não tem nenhuma relação com o desaparecimento, que ocorreu em outro local, na região de Alto Solimões. Trata-se de uma operação antipirataria, demandada pelo governo do Amazonas, que está em curso e teve a participação do departamento renovada.

Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro também não decretou uma operação de GLO no Vale do Javari. Na avaliação do fundador do Grupo de Resgate de Montanha (GRM) de Joinville (SC), Sérgio de Oliveira Netto, que atua com órgãos públicos há 11 anos em salvamentos em diversas regiões do País, a medida poderia dar mais segurança à ação.

“A Região Norte, infelizmente, em função de garimpo, do tráfico de drogas, do avanço dessas ondas criminosas, está uma área tomada. Se fosse fazer uma busca lá, eu só me sentiria seguro se realmente tivesse um aparato, um contingente grande dando segurança para as equipes, com tranquilidade, avançarem”, disse.

A GLO já foi acionada pelo governo em outros momentos nas últimas décadas para agir na região Amazônica. Entre maio de 2020 e abril do ano passado, um efetivo de 2.500 – média diária – das Forças Armadas atuaram na Garantia da Lei e da Ordem e em ações na faixa de fronteira, em terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e em outros locais nos Estados da Amazônia Legal para reprimir delitos ambientais, o desmatamento ilegal e combater focos de incêndio.

Redação Portal CINCO

Informações Estadão

 

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