Internacional

Starbucks deixará a Rússia após quase 15 anos


Starbucks Corp informou nesta segunda-feira (13) que sairá do mercado russo após quase 15 anos, com a rede de café se juntando ao McDonald’s Corp marcando o fim da presença de alguns dos principais Marcas ocidentais no país.

A Starbucks, com sede em Seattle, tem 130 lojas na Rússia, operadas por seu licenciado Alshaya Group, com quase 2.000 funcionários no país.

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A decisão da Starbucks de encerrar suas operações na Rússia é diferente da abordagem que algumas outras empresas estrangeiras adotaram.

Em nota, o presidente da rede, Kevin Johnson, afirma que “a Starbucks tomou a decisão de sair e não mais ter sua marca presente no mercado (russo)”.

O texto não afirma como se dará a saída da empresa, mas afirma que os trabalhadores serão pagos por seis meses e receberão assistência para buscar novas colocações fora da rede de cafeterias.

Uma mulher passa por um café Starbucks fechado no centro de São Petersburgo, Rússia

Café Starbucks fechado no centro de São Petersburgo

O McDonald’s disse na semana passada que estava vendendo seus restaurantes na Rússia para seu licenciado local Alexander Govor para ser renomeado com um novo nome, mas manterá suas marcas registradas, enquanto a francesa Renault está vendendo sua participação majoritária na maior montadora da Rússia com um opção de recomprar a participação.

Uma série de outras empresas ocidentais, incluindo Imperial Brands e Shell, estão cortando laços com o mercado russo ao concordar em vender seus ativos no país ou entregá-los a gerentes locais.

Em março, a Starbucks fechou suas lojas e suspendeu todas as atividades comerciais na Rússia, incluindo o envio de seus produtos para o país, após a invasão da Ucrânia por Moscou.

A empresa, que abriu sua primeira loja na Rússia em 2007, disse que continuará apoiando seus funcionários lá, inclusive pagando-os por seis meses.

A Starbucks não forneceu detalhes sobre o impacto financeiro da saída. O McDonald’s havia dito que receberia um encargo não monetário de até US$ 1,4 bilhão.

Redação: Portal CINCO