
Foto: Reprodução
O juiz de direito Gustavo de Castro Campos, que atuava na 2ª Vara da Comarca de Mococa, no interior de São Paulo, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (7) dentro de um carro em chamas. O veículo estava em uma propriedade rural de São João da Boa Vista, também no interior paulista.
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Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a ocorrência foi registrada por volta das 19h15. Trabalhadores rurais que estavam nas proximidades teriam encontrado o automóvel incendiado e utilizado uma retroescavadeira para jogar terra sobre o veículo e conter as chamas.
Após o incêndio ser controlado, o corpo foi localizado dentro do automóvel. Uma carteira de habilitação em nome do magistrado também teria sido encontrada no interior do veículo.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e atenderam à ocorrência. Até o momento, não havia, nas informações públicas consultadas, confirmação oficial sobre a causa da morte ou sobre a origem do incêndio.

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Magistrado atuava em Mococa
Gustavo de Castro Campos era juiz de direito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e exercia suas funções na 2ª Vara de Mococa. Documentos oficiais do tribunal registram o magistrado nessa função ainda em 2026.
O nome de Campos aparece em diversas decisões judiciais recentes relacionadas à comarca. Em setembro de 2026, por exemplo, uma sentença da Vara Única de Tambaú registra o magistrado como responsável pelo julgamento de uma ação penal.
O TJSP também já havia divulgado decisões assinadas por Campos em processos criminais de diferentes comarcas do interior paulista.
Circunstâncias ainda são investigadas
A localização do corpo dentro de um automóvel incendiado fez com que o caso fosse encaminhado para investigação policial. Neste momento, não é possível afirmar se o incêndio foi provocado intencionalmente ou se ocorreu em decorrência de algum acidente.
Também não há confirmação pública, até o momento, de que a morte esteja relacionada à atividade profissional do magistrado.
A identificação definitiva do corpo e a determinação da causa da morte deverão depender dos trabalhos de perícia e dos exames realizados pelas autoridades responsáveis.
Inquérito anterior envolvendo o magistrado foi arquivado
Uma informação que consta em registros públicos do próprio TJSP é que Gustavo de Castro Campos já havia figurado como investigado em um inquérito policial analisado pelo Órgão Especial do tribunal.
O processo, porém, terminou com determinação de arquivamento, em decisão unânime tomada em abril de 2025. O documento oficial não estabelece relação entre aquele procedimento e a morte registrada nesta quarta-feira.
Polícia deve apurar como ocorreu a morte
A principal questão agora é esclarecer como o juiz morreu e por que o veículo estava em chamas em uma área rural. A perícia deve analisar o automóvel e o local, enquanto a investigação policial deverá reunir depoimentos e outras evidências que possam esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Até a publicação desta reportagem, não havia informação oficial sobre suspeitos, prisão ou eventual motivação para o crime.
