Brasil

Débora do Batom relata humilhações e condições degradantes durante prisão

Condenada pelos atos de 8 de Janeiro, Débora Rodrigues afirma ter recebido kit de higiene encharcado de urina e relata revistas que considera humilhantes.


Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, relatou situações que afirma ter enfrentado durante o período em que esteve presa após ser condenada pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

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Em entrevista após deixar a prisão, Débora afirmou que passou por condições que classificou como degradantes. Entre os episódios relatados está a entrega de um kit de higiene que, segundo ela, estava encharcado de urina.

A cabeleireira também afirmou que permaneceu em uma cela que, de acordo com seu relato, apresentava sujeira nas paredes e problemas de iluminação.

Débora relata revistas e transferências

Durante a entrevista, Débora também descreveu revistas íntimas que considerou humilhantes. Segundo ela, alguns procedimentos ocorreram durante o período menstrual.

Ela afirmou ainda que foi transportada em algumas ocasiões com as mãos e os pés algemados e disse que a experiência provocou forte impacto emocional.

“Me senti como um bicho”, relatou Débora ao descrever o período em que esteve presa.

Os relatos são atribuídos à própria Débora e não representam, por si só, uma confirmação independente das condições descritas.

Progressão para o regime semiaberto

Débora foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 14 anos de prisão pelos crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro. Ela ficou conhecida após escrever, com batom vermelho, a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF.

Nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a progressão da pena para o regime semiaberto. Apesar da mudança, Débora continuará em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

A decisão também reconheceu 212 dias de remição da pena por atividades como trabalho, leitura e aprovação no Enem.