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Terror no meio do rio: mais de 200 passageiros são rendidos por grupo armado durante ataque a ferry no Amazonas

Criminosos chegaram em duas lanchas, permaneceram cerca de três horas dentro do Rosa de Saron e levaram dinheiro, celulares, joias e outros pertences; forças de segurança fizeram inspeção da embarcação.


 

O ataque violento ocorreu na noite de 10 de setembro de 2026, quando cerca de dez “piratas dos rios” fortemente armados invadiram o ferry boat Rosa de Saron. A embarcação transportava mais de 200 passageiros e realizava sua viagem inaugural no trajeto entre Japurá e Manaus.

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Segundo relatos de passageiros divulgados por veículos de imprensa locais, aproximadamente dez homens armados chegaram em duas lanchas rápidas e abordaram a embarcação por volta das 22h20. O grupo teria permanecido no ferry até aproximadamente 1h da madrugada de sexta-feira (11).

Durante esse período, passageiros e tripulantes teriam sido mantidos sob ameaça. Um vídeo feito dentro da embarcação mostra pessoas assustadas e deitadas ou abrigadas nas redes enquanto a ação criminosa acontecia.

 

Um dos piratas aponta uma arma para um passageiro durante a abordagem no ferry boat. — Foto: Reprodução

 

Criminosos diziam procurar drogas

De acordo com o relato de uma testemunha, os invasores afirmavam estar procurando drogas dentro do ferry. Os homens teriam percorrido diferentes áreas da embarcação, arrombado suítes utilizadas pela tripulação e danificado parte do frigorífico.

A mesma testemunha afirmou que os criminosos estavam fortemente armados e que alguns portavam armas semelhantes a fuzis. Também foram relatados disparos durante a abordagem, que teriam sido utilizados para intimidar os ocupantes.

Essas informações, porém, ainda dependem de confirmação oficial das autoridades responsáveis pela investigação.

Tripulante teria sofrido choques elétricos

Um dos relatos mais graves é o de que uma mulher integrante da tripulação teria sido submetida a choques elétricos durante a ação.

Até o momento, não havia sido divulgado oficialmente o estado de saúde da possível vítima, nem confirmação independente sobre a ocorrência da agressão.

Os criminosos também teriam roubado dinheiro, celulares, joias, notebooks e outros objetos pessoais dos passageiros. Segundo os relatos, até o equipamento de internet Starlink utilizado pela embarcação teria sido levado.

Viagem havia começado em Japurá

O Rosa de Saron havia saído de Japurá na quarta-feira (9), com destino a Manaus. A embarcação passou por Maraã e retomou a viagem por volta do meio-dia de quinta-feira.

Horas depois, já durante a navegação pelo Médio Solimões, ocorreu a abordagem nas proximidades de Alvarães.

Segundo informações divulgadas por veículos que acompanharam o caso, esta seria a viagem inaugural da embarcação nesse percurso.

Ferry passou por inspeção na Base Arpão

Após o ataque, o Rosa de Saron seguiu para a região da Base Arpão, no Médio Solimões, onde passou por inspeção das forças de segurança.

A informação foi confirmada em diferentes relatos publicados sobre o caso. Até as últimas atualizações disponíveis, as equipes de segurança realizavam buscas para tentar identificar e localizar os suspeitos.

Não havia, até então, informação pública sobre prisões relacionadas ao ataque ou sobre um balanço definitivo dos objetos roubados.

Polícia ainda deve esclarecer dinâmica do ataque

Apesar da repercussão do caso e dos relatos de passageiros, as circunstâncias do ataque ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades.

Entre os pontos que deverão ser investigados estão a identidade dos criminosos, a origem e o tipo das armas utilizadas, a quantidade efetiva de envolvidos, o trajeto das duas lanchas usadas na abordagem e a extensão dos roubos.

Também deverá ser apurado se houve disparos efetivos de armas de fogo, se alguém ficou ferido e se a tripulante mencionada pelos passageiros sofreu agressão com choque elétrico.

Até o momento, as informações sobre esses episódios mais graves são baseadas principalmente nos relatos das pessoas que estavam a bordo e na repercussão feita pela imprensa. Não foi localizada, nas fontes oficiais consultadas, uma manifestação pública detalhada da Polícia Militar ou da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas sobre a ocorrência.

O episódio volta a colocar em evidência a vulnerabilidade do transporte fluvial na região amazônica, onde rios extensos e grandes distâncias entre comunidades representam um desafio permanente para a fiscalização e o policiamento.

A investigação deverá apontar se o ataque foi uma ação isolada ou se os criminosos já conheciam a rota, o horário e as características da embarcação.