Manaus — O nome de Olivaldo Lima de Andrade voltou a repercutir em Manaus nesta quinta-feira (13), após ele ser baleado durante um ataque no bairro Cachoeirinha, na zona Sul da capital amazonense.
Conhecido pelos apelidos “Nego” e “Maníaco do Distrito”, Olivaldo possui um histórico de prisões e investigações por crimes sexuais que começou a ganhar notoriedade em 2015. O novo episódio mobilizou equipes de segurança e deverá ser investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
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Histórico ganhou repercussão em 2015
Olivaldo passou a ser conhecido pelo apelido “Maníaco do Distrito” após ser preso em 2015, durante uma investigação conduzida pelo 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Na ocasião, a polícia investigava denúncias de estupros contra mulheres na região do Distrito Industrial, em Manaus. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, três vítimas teriam reconhecido Olivaldo.
Ele trabalhava como motorista de caminhão e, conforme os relatos apresentados durante a investigação, abordava mulheres que deixavam seus locais de trabalho e se dirigiam para pontos de ônibus.
O caso ganhou repercussão na imprensa amazonense e fez com que o apelido passasse a ser associado ao suspeito.
Prisão novamente em 2024
Quase uma década depois, Olivaldo voltou a ser preso no Amazonas. Em setembro de 2024, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra ele durante uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Desta vez, ele era investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, no bairro Petrópolis.
Segundo a investigação divulgada na época, a adolescente teria sido abordada quando retornava da igreja. A polícia informou que ela teria sido levada para uma área de mata após ser colocada à força em um veículo.
A vítima teria reconhecido Olivaldo durante o procedimento de investigação. A polícia também informou que ele utilizava tornozeleira eletrônica e que o equipamento havia sido desligado no período relacionado ao crime.
Na época, a investigação também buscava identificar possíveis outras vítimas.
Ataque na Cachoeirinha
O novo episódio envolvendo Olivaldo aconteceu na manhã desta quinta-feira.
Ele estava dentro de um carro quando homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram disparos contra o veículo. Olivaldo foi atingido e levado para atendimento médico.
A Polícia Militar realizou buscas na região após o ataque, mas, até as informações divulgadas inicialmente, nenhum suspeito havia sido preso.
A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias do crime, incluindo a identidade dos atiradores e a motivação do ataque.
Relatos de que Olivaldo estaria recebendo ameaças também foram divulgados, mas a eventual relação entre essas ameaças e o atentado ainda não foi confirmada oficialmente.
Investigação deverá esclarecer motivação
Por se tratar de um ataque direcionado, os investigadores deverão analisar imagens de câmeras de segurança, ouvir testemunhas e verificar a rotina da vítima antes do crime.
O histórico de Olivaldo deverá fazer parte do levantamento realizado pela polícia, mas não é possível afirmar, sem confirmação das autoridades, que os episódios registrados anteriormente tenham relação com o atentado desta quinta-feira.
A investigação deverá determinar se o crime foi motivado por alguma disputa pessoal, vingança ou outra circunstância ainda desconhecida.
Por que Olivaldo estava solto?
Em setembro de 2024, quando foi preso novamente por suspeita de estupro de vulnerável, Olivaldo Lima de Andrade estava cumprindo pena no regime semiaberto e era monitorado por tornozeleira eletrônica, segundo informações divulgadas pela delegada Juliana Tuma, responsável pela investigação.
Isso significa que ele não estava em liberdade sem qualquer restrição. No regime semiaberto, o condenado pode cumprir a pena fora do estabelecimento prisional, obedecendo às condições determinadas pela Justiça. No caso de Olivaldo, havia também o monitoramento eletrônico.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento foi desligado justamente no período em que ocorreu o crime investigado em 2024. Após a investigação, Olivaldo foi preso e passou novamente ao regime fechado.
“Olivaldo estava no regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica quando foi preso novamente em 2024. Na ocasião, segundo a Polícia Civil, ele teria desligado o equipamento durante o período em que ocorreu o crime investigado. Após a prisão, voltou ao regime fechado. Ainda não há, nas informações públicas consultadas, detalhes sobre quando e por qual decisão judicial ele deixou novamente o sistema prisional e passou a circular em liberdade antes do ataque desta quinta-feira (13).”
Esposa de Olivaldo permanece sem se manifestar publicamente após ataque em Manaus
Arlete, esposa de Olivaldo Lima de Andrade, não teve uma manifestação pública localizada após o ataque a tiros ocorrido nesta quinta-feira (13), no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.

Foto: Reprodução
As informações divulgadas sobre este caso estão concentradas na ocorrência policial, no atendimento médico, no histórico de Olivaldo e nas investigações para identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer a motivação.
Olivaldo foi baleado enquanto estava dentro de um veículo. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. A autoria e a motivação do ataque permanecem sob investigação.
Sem declaração confirmada
Até o momento, não há informação jornalística ou policial verificável que permita afirmar o que a esposa de Olivaldo pensa sobre o ataque, se ela presenciou a ocorrência ou se fez algum comentário sobre o caso.
Também não conseguimos nome completo, endereço, telefone, fotografias particulares ou outros dados pessoais de Arlete com fonte pública confiável.
O que pode ser afirmado com segurança: Olivaldo era casado, mas sua esposa, Arlete, não foi identificada publicamente nas fontes consultadas e não há, até o momento, manifestação pública confirmada dela sobre o ataque.
Ficha policial
Nome: Olivaldo Lima de Andrade
Apelidos: “Nego” e “Maníaco do Distrito”
Profissão citada em investigações anteriores: motorista de caminhão
2015: preso durante investigação sobre estupros de mulheres na região do Distrito Industrial, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas.
2024: preso preventivamente durante investigação por suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos, no bairro Petrópolis.
Monitoramento eletrônico: segundo a Polícia Civil, utilizava tornozeleira eletrônica em 2024 e o equipamento teria sido desligado no período investigado.
13 de agosto de 2026: baleado dentro de um veículo durante ataque no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.
Situação: autoria e motivação do ataque permanecem sob investigação.
Importante: acusações, prisões e indiciamentos são registros de procedimentos policiais e não equivalem, por si só, a condenação judicial definitiva.
