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Irã e Estados Unidos fecham acordo provisório e abrem caminho para reativação do Estreito de Ormuz

Trégua de duas semanas, mediada pelo Paquistão, suspende ataques e pode aliviar tensões globais; Reuters e The New York Times destacam riscos ao mercado de petróleo e à estabilidade no Oriente Médio.


Trump anuncia cessar-fogo de duas semanas enquanto o Irã afirma que negociações estão prestes a começar – Foto: Reprodução

O Irã confirmou nesta terça-feira (7) a celebração de um acordo provisório com os Estados Unidos que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas, em meio a uma trégua militar entre os dois países.

O entendimento ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão temporária de ataques contra o território iraniano, condicionando a decisão à retomada segura da navegação na rota estratégica — responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo.

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Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o acordo foi mediado por autoridades do Paquistão e inclui a suspensão de ações militares por parte de Teerã, desde que não haja novas ofensivas americanas. Durante o período de trégua, a passagem pelo estreito será permitida sob coordenação das Forças Armadas iranianas.

O chanceler também afirmou que negociações formais entre os dois países devem começar na próxima sexta-feira (10), com base em propostas apresentadas por ambos os lados. De acordo com ele, os EUA aceitaram discutir um plano iraniano de dez pontos como base para um possível acordo de longo prazo.

A mídia estatal iraniana classificou o entendimento como uma vitória diplomática de Teerã, enquanto autoridades do país ressaltaram que a trégua não representa o fim do conflito. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou que o país permanece em alerta e pronto para reagir a qualquer escalada.

Do lado americano, Trump afirmou que os objetivos militares já foram atingidos e que há avanços significativos rumo a um acordo definitivo de paz. Ele também indicou que outros países da região, como Israel e aliados no Oriente Médio, devem integrar o cessar-fogo.

A escalada de tensões nos últimos dias havia elevado preocupações internacionais sobre os impactos de um possível conflito ampliado. Ataques a infraestruturas críticas, como usinas de energia e instalações nucleares, poderiam desencadear crises humanitárias e ambientais de grandes proporções.

De acordo com análises publicadas por veículos internacionais como Reuters e The New York Times, o Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da economia global, e qualquer interrupção no tráfego marítimo pode provocar forte volatilidade nos preços do petróleo e afetar cadeias de abastecimento em todo o mundo.

Ainda segundo essas publicações, a trégua temporária reduz o risco imediato de uma escalada militar, mas especialistas alertam que o cenário permanece instável, especialmente diante das exigências iranianas, que incluem o fim das sanções econômicas, compensações financeiras e a liberação de ativos congelados.

Horas antes do anúncio do acordo, ataques foram registrados na região, incluindo bombardeios dos EUA à ilha iraniana de Kharg — importante polo de exportação de petróleo — e ofensivas israelenses contra infraestrutura no Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países do Golfo e elevou o tom das ameaças.

O desfecho das negociações nas próximas semanas será decisivo para definir se a trégua evoluirá para um acordo duradouro ou se o conflito poderá se intensificar novamente, com consequências globais.

Resumo dos últimos acontecimentos

  1. O presidente dos EUA, Donald Trump, suspenderá os bombardeios e ataques ao Irã por duas semanas.
  2. O Irã afirma que as negociações começarão em 10 de abril em Islamabad; os EUA não confirmaram as conversas.
  3. Israel também concordou com o cessar-fogo.
  4. O Irã revela detalhes de seu plano de 10 pontos para acabar com a guerra.
  5. Nesta terça-feira (07), Trump disse que “uma civilização inteira morrerá” se não houver um acordo.
  6. Os preços do petróleo despencam após a notícia do acordo de cessar-fogo.
  7. Os EUA afirmam que o cessar-fogo começará quando o Estreito de Ormuz for aberto.