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Guerra entre EUA e Irã coloca Copa do Mundo de 2026 sob alerta máximo

Conflito às vésperas do Mundial mobiliza a FIFA e levanta dúvidas sobre participação do Irã, segurança e possível impacto nas sedes nos Estados Unidos, México e Canadá.


A menos de três meses da abertura da Copa do Mundo FIFA de 2026, a escalada militar entre Estados Unidos e Irã mergulhou a maior edição da história do torneio em um cenário de incerteza diplomática e esportiva.

Dirigentes da FIFA se reuniram emergencialmente após o início do conflito, no último sábado (28), para avaliar riscos políticos, logísticos e de segurança. O Mundial de 2026 será disputado em três países — Estados Unidos, México e Canadá — com 48 seleções, no formato ampliado inédito.

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O estatuto da FIFA afirma que a entidade permanece neutra em questões políticas – Foto: Montagem via Grok

Participação do Irã entra em debate

Classificado para sua quarta Copa consecutiva, o Irã garantiu vaga ao liderar seu grupo nas eliminatórias asiáticas. A seleção está prevista para disputar a fase de grupos em solo norte-americano.

No entanto, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, declarou à imprensa estatal que, diante da atual tensão, a presença iraniana no torneio é “improvável” e dependerá de avaliação do governo.

O impasse se agrava porque cidadãos iranianos enfrentam restrições de visto para entrada nos Estados Unidos desde 2025, embora atletas e membros de delegações esportivas tenham, em tese, exceção prevista para grandes eventos internacionais.

Em 2025, inclusive, parte da delegação iraniana teve visto negado para participar do sorteio oficial da Copa, o que já havia gerado ruído diplomático.

Alternativas estudadas

Uma das possibilidades analisadas nos bastidores seria transferir os jogos do Irã para Canadá ou México. No entanto, a medida não resolveria um eventual avanço da equipe às fases eliminatórias, já que partidas decisivas também ocorrerão em território americano.

Especialistas em relações internacionais apontam que uma exclusão direta do Irã ainda é considerada improvável. O estatuto da FIFA afirma que a entidade permanece neutra em questões políticas, mas admite exceções quando seus objetivos estatutários são impactados.

Mudança de sede é viável?

Até o momento, não há previsão regulamentar clara para alteração de sede por motivo de conflito envolvendo país anfitrião. Diferentemente do caso da Rússia, suspensa por federações internacionais após a invasão da Ucrânia em 2022, os Estados Unidos exercem forte influência política, econômica e esportiva global.

Uma eventual suspensão ou transferência do torneio teria efeitos bilionários. O país investiu pesadamente na expansão do futebol nos últimos anos, com destaque para a chegada de estrelas como Lionel Messi à liga norte-americana, impulsionando audiência e patrocínios.

Além disso, patrocinadores globais, contratos de transmissão e acordos comerciais tornariam logisticamente complexa qualquer mudança radical às vésperas do evento.

Outras tensões nas sedes

O cenário não preocupa apenas nos Estados Unidos. No México, episódios recentes de violência no estado de Jalisco, região que receberá partidas do Mundial, também elevaram o nível de alerta para a organização.

Com 48 seleções e expectativa de público recorde, a Copa de 2026 foi projetada para ser a maior e mais lucrativa da história da FIFA. Agora, porém, o torneio entra em campo sob o peso da geopolítica.

Nos próximos dias, reuniões diplomáticas e decisões governamentais poderão definir se o futebol conseguirá se manter isolado do conflito — ou se a guerra atravessará as quatro linhas do maior evento esportivo do planeta.