Completar uma hora de corrida é um objetivo comum entre praticantes do esporte, especialmente atletas amadores. No entanto, após cerca de 60 minutos de atividade contínua, o organismo passa por mudanças importantes que alteram o ritmo, o gasto energético e o nível de fadiga, exigindo maior atenção para evitar prejuízos à saúde.
Até esse período, o corpo costuma manter um equilíbrio relativo entre consumo de energia, hidratação e controle muscular. A partir da primeira hora, porém, o desgaste físico se torna mais evidente, sobretudo em pessoas que ainda não estão totalmente adaptadas a treinos de maior duração.
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De acordo com especialistas, após aproximadamente 60 minutos de corrida, as reservas de glicogênio muscular — principal fonte de energia para o exercício de intensidade moderada a alta — começam a diminuir de forma significativa. Com menos glicogênio disponível, o organismo passa a utilizar mais a gordura como combustível. Embora eficiente para exercícios longos, esse processo é mais lento, o que impacta diretamente o desempenho.
Como resultado, o corredor tende a sentir aumento do cansaço, dificuldade para manter o ritmo e maior percepção de esforço. O sistema nervoso também passa a ser mais exigido, o que pode comprometer a coordenação motora e a técnica da corrida, elevando o risco de erros de passada e, consequentemente, de lesões.
Além disso, a fadiga progressiva pode afetar a postura e sobrecarregar articulações e músculos, principalmente em quem não respeita limites individuais ou ignora sinais do corpo. Por isso, compreender essas mudanças fisiológicas é fundamental para planejar treinos mais seguros, ajustar intensidade e duração do exercício e garantir evolução consistente no esporte.
