
Nicolás Maduro em Caracas – Foto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
Nicolás Maduro fez um apelo por paz nesta quinta-feira (13), durante um comício pró-governo em Caracas. Em uma declaração dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário venezuelano pediu o fim das guerras intermináveis e das intervenções militares no Oriente Médio e em outras regiões, destacando a importância da união entre venezuelanos e americanos para promover a paz no continente.
“Chega de guerras intermináveis, chega de guerras injustas, chega de Líbia, chega de Afeganistão, viva a paz!”, disse Maduro, visivelmente indignado, quando questionado sobre as crescentes tensões entre os dois países, exacerbadas pelas recentes movimentações militares dos EUA no Caribe.
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Ao ser indagado sobre uma possível ameaça de ataque por parte dos Estados Unidos, o presidente venezuelano respondeu de forma tranquila, afirmando que o governo está focado em “governar com paz, com esses jovens”, em referência à sua administração e ao povo venezuelano.

Trump x Maduro – Imagem/I.A.
A relação entre os EUA e a Venezuela tem se deteriorado desde agosto, quando Washington iniciou uma mobilização militar na região, incluindo um porta-aviões e diversos navios de guerra, sob a justificativa de combater o narcotráfico. O governo venezuelano, por sua vez, nega as acusações de envolvimento com o Cartel de Los Soles e acusa os Estados Unidos de tentar promover uma mudança de regime no país.
Conflito EUA x Venezuela
1999–2002: Ascensão de Hugo Chávez e tensões iniciais
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1999: Hugo Chávez assume a presidência da Venezuela, com um discurso anti-imperialista e críticas diretas à política externa dos EUA.
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2002: Tentativa de golpe contra Chávez. O governo venezuelano acusa Washington de apoiar a oposição. As relações diplomáticas começam a se desgastar seriamente.
2005–2012: Confrontos políticos e retórica antiamericana
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2005: Chávez chama George W. Bush de “senhor do império” e intensifica a aliança com Cuba, Rússia e Irã.
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2006: EUA impõem sanções à Venezuela por não cooperar com o combate ao terrorismo.
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2010: O governo Obama mantém uma postura crítica ao regime, alegando violações de direitos humanos e repressão política.
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2012: Chávez vence a reeleição e acusa os EUA de financiar a oposição venezuelana.
2013–2018: Maduro assume e cresce o isolamento internacional
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2013: Após a morte de Chávez, Nicolás Maduro assume o poder e herda a crise política e econômica.
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2015: Barack Obama declara a Venezuela uma “ameaça à segurança nacional” e amplia sanções contra autoridades do país.
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2017: Sob Donald Trump, os EUA impõem sanções econômicas severas à PDVSA (estatal de petróleo) e a membros do alto escalão do governo.
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2018: EUA não reconhecem as eleições presidenciais venezuelanas, alegando fraude e irregularidades.
2019–2020: Crise institucional e reconhecimento de Guaidó
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2019: Trump reconhece Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela; Maduro rompe relações diplomáticas com os EUA.
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2020: Washington acusa Maduro de narcotráfico e oferece recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. As tensões atingem um novo auge.
2021–2023: Tentativas de distensão e negociações
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2021: Com Joe Biden na presidência, há tentativas de diálogo indireto, mediadas pelo governo norueguês e pelo México.
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2022: EUA aliviam algumas sanções em troca de garantias eleitorais e para conter o impacto da guerra na Ucrânia no mercado de petróleo.
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2023: Avanços tímidos nas conversas, mas persistem acusações mútuas de violações de direitos e manipulação política.
2024–2025: Escalada militar e novo foco no Caribe
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Agosto de 2024: A Casa Branca ordena uma mobilização militar sem precedentes no Caribe, justificando a ação como combate ao narcotráfico.
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Setembro–outubro de 2025: Ocorrência de ataques a embarcações na região, com mortos, intensificando a crise.
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Novembro de 2025: Nicolás Maduro faz um pedido público de paz a Donald Trump, pedindo o fim das guerras e a união “pela paz do continente”.
