Brasil

Escândalo do metanol: bares interditados e 50 mil garrafas adulteradas apreendidas em SP

Polícia intensifica investigações após suspeita de bebidas contaminadas; consumidores estão em risco e empresários podem responder criminalmente.


A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quarta-feira (1º/10) novas vistorias em distribuidoras de bebidas suspeitas de comercializar álcool contaminado com metanol, substância altamente tóxica que já motivou interdições e apreensões em diferentes pontos do estado. A operação, que conta com apoio da Vigilância Sanitária e do Procon, acende um alerta sobre o risco direto à saúde dos consumidores.

Entre os locais fiscalizados está uma distribuidora no bairro da Bela Vista, no centro da capital, que acabou interditada. Outras duas distribuidoras, em Barueri, também foram alvo da ação. Embora os endereços não tenham sido divulgados para não atrapalhar as investigações, a polícia já confirmou que quatro distribuidoras estão na mira e que os donos de bares e comerciantes foram ouvidos.

Continua depois da Publicidade

Na terça-feira (30/9), a operação já havia fechado o bar Ministrão, nos Jardins, além de interditar estabelecimentos na Mooca e em São Bernardo do Campo, todos suspeitos de servir bebidas adulteradas. Em um minimercado da zona sul, cerca de 40 garrafas de uísque, gin e vodca foram apreendidas para perícia.

Até agora, a polícia prendeu dois suspeitos e apreendeu mais de 50 mil garrafas possivelmente adulteradas. O governo paulista trata o caso como um escândalo de fraude na cadeia de distribuição de bebidas, que coloca em risco a vida de consumidores.

O metanol, usado de forma ilegal em misturas alcoólicas, pode causar cegueira, intoxicação grave e até morte. A investigação busca rastrear a origem das bebidas falsificadas e os fluxos de pagamento que sustentam o esquema criminoso.

Enquanto isso, bares tentam se defender. O Torres Bar, na Mooca, afirma que compra apenas de distribuidoras oficiais. Já o Villa Jardim, em São Bernardo, suspendeu as atividades “até o fim das investigações”, alegando ter sido alvo de apenas um relato de mal-estar de cliente.

Com a operação em andamento, cresce a preocupação sobre a extensão do consumo das bebidas contaminadas e o impacto na segurança alimentar em São Paulo.