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Ex-assessor de Moraes é considerado foragido e levado à delegacia na Itália

Eduardo Tagliaferro enfrenta acusações graves e pedido de extradição, após denúncias de vazamento e obstrução de investigações.


O ex-assessor do ministro do STF Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, foi levado nesta quarta-feira (1º/10) a uma delegacia na Itália, onde é considerado foragido da Justiça brasileira. Contra ele há um pedido de extradição em aberto, enviado ao Ministério da Justiça em agosto, além de bloqueio de contas bancárias determinado pelo próprio Moraes.

Tagliaferro é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Ele já havia sido indiciado pela Polícia Federal em abril.

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Segundo a acusação, o ex-assessor teria vazado mensagens sigilosas trocadas entre servidores do STF e do TSE, incluindo petições e diálogos internos, para a imprensa. As informações teriam sido entregues à Folha de S. Paulo.

De acordo com fontes, a polícia italiana conduziu Tagliaferro para comunicar oficialmente uma medida cautelar, que o impede de deixar a cidade em que está localizado.

Apesar das acusações, Tagliaferro tem feito ataques públicos contra Alexandre de Moraes, acusando-o de fraudar relatórios em investigações que miravam empresários bolsonaristas. As alegações, no entanto, foram rejeitadas pelo ministro, que reforça que todos os procedimentos foram conduzidos de forma oficial, regular e com acompanhamento da PGR.

Com a situação, Tagliaferro se vê cada vez mais pressionado no cenário internacional: além de responder a processos no Brasil, ele pode ter sua permanência na Itália comprometida com a extradição em análise.