Internacional

Venezuela

Maduro antecipa Natal para 1º de outubro em meio a tensão com os EUA

Medida já foi adotada em outras crises; regime chavista usa estratégia para promover clima festivo e distribuir alimentos.


O ditador Nicolás Maduro em Caracas – Foto: Jhonn Zerpa – 5.set.2025/AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na segunda-feira (8) que o país iniciará as celebrações de Natal em 1º de outubro. A antecipação do feriado cristão por decreto ocorre em meio a uma crescente tensão militar com os Estados Unidos, que deslocaram navios de guerra para o Caribe alegando combate ao narcotráfico.

Essa não é a primeira vez que Maduro antecipa as festividades natalinas. A estratégia tem sido usada em momentos de crise para gerar sensação de estabilidade e contentamento popular. Em anos anteriores, como durante a pandemia em 2020 e após protestos eleitorais em 2024, o governo também decretou o início antecipado do Natal, com decoração nas ruas e distribuição de cestas básicas.

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Durante seu programa semanal de TV, “Con Maduro +”, o líder chavista afirmou que a medida busca garantir “o direito à felicidade” da população. “Ninguém no mundo vai nos tirar o direito à alegria”, declarou.

Além disso, o governo venezuelano anunciou o aumento da presença militar em áreas estratégicas do país. A Força Armada Nacional Bolivariana passará de 15 mil para 25 mil soldados em regiões de fronteira, especialmente com a Colômbia e o litoral caribenho.

A movimentação militar ocorre após os EUA informarem que uma embarcação com supostos narcotraficantes partiu da Venezuela e foi afundada por uma frota americana. Washington também não descarta ataques contra instalações do tráfico de drogas no território venezuelano.

O governo Trump acusa Maduro de chefiar o chamado Cartel de los Soles, grupo de narcotráfico supostamente composto por autoridades civis e militares do regime — uma acusação negada por Caracas e vista com ceticismo por especialistas.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, reagiu afirmando que “cabe à Venezuela patrulhar e proteger seu território” e que nenhuma nação estrangeira tem autoridade para intervir.