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Polícia Federal desmantela organização criminosa envolvida com garimpo ilegal no Amazonas

Operação Barões do Filão cumpre mandados de prisão e apreensão, além de sequestrar bens no valor de R$ 74 milhões em combate ao garimpo ilegal e exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão.


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira uma operação de combate ao garimpo ilegal no interior do Amazonas, como parte de um desdobramento da Operação Mineração Obscura. A ação teve como foco desarticular uma rede criminosa responsável por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão em minas subterrâneas de garimpo ilegal em Maués, no estado do Amazonas.

Garimpo ilegal no Amazonas é alvo de operação da Polícia Federal | Agência Brasil

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A Justiça Federal expediu quatro mandados de prisão preventiva, dos quais dois foram cumpridos pelos agentes da PF. Os outros dois suspeitos não foram localizados e agora são considerados foragidos. Além disso, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Brasil, incluindo Itaituba (PA), Novo Progresso (PA), Sinop (MT), Porto Velho (RO) e Regeneração (PI).

Durante as diligências, a PF conseguiu apreender um fuzil e prendeu um homem em flagrante. Além disso, foram confiscados os seguintes materiais:

  • 11 celulares

  • 7 veículos

  • 5 dispositivos eletrônicos

  • 5 armas de fogo, incluindo um fuzil, uma submetralhadora, um revólver e uma pistola

  • 463 munições

  • 3 carregadores

  • 2 barras de ouro

  • 2 joias

  • R$ 12.500 em espécie

A Justiça também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros, totalizando mais de R$ 74 milhões. Esse valor corresponde aos danos ambientais causados pela exploração ilegal de ouro na região.

A operação conta com o apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), que integra esforços dos nove estados da Amazônia Legal Brasileira e dos países que compartilham a Floresta Amazônica.

A Operação Mineração Obscura 2, realizada em fevereiro deste ano, identificou dezenas de trabalhadores vivendo em condições sub-humanas no garimpo ilegal. Os investigados eram forçados a trabalhar em jornadas exaustivas, sem acesso a direitos básicos e expostos a substâncias químicas tóxicas. Eles realizavam a extração do ouro em poços profundos, um método extremamente perigoso e insustentável.

O garimpo em questão é um dos mais antigos do Brasil e, segundo a Polícia Federal, é a primeira vez que a instituição realiza a desintrusão de um garimpo subterrâneo. A operação também está focada no combate aos danos ambientais, que já foram avaliados em mais de R$ 1 bilhão, levando em conta o desmatamento, a contaminação dos lençóis freáticos e a degradação de áreas de preservação ambiental.

A ação da PF é um passo importante no enfrentamento de crimes ambientais e de trabalho análogo à escravidão, que seguem sendo uma realidade em diversas regiões da Amazônia.