Internacional

Liberdade condicional de Erik Menendez é negada na Califórnia

Comissário aponta falta de “compaixão humana” e conduta irregular na prisão; nova audiência só poderá ocorrer em três anos.


Erik Menendez, 54 anos, um dos irmãos condenados em 1996 pelo assassinato dos pais em Beverly Hills, em 1989, teve sua liberdade condicional negada na última quinta-feira (21), após uma audiência que durou quase dez horas na Califórnia.

A decisão frustrou apoiadores que esperavam a chance de Erik passar as festas de fim de ano ao lado da família. O comissário Robert Barton afirmou que, apesar de acreditar na possibilidade de redenção, o histórico de violações de regras dentro da prisão — incluindo posse de celulares contrabandeados — demonstra que Erik “ainda representa um risco irrazoável à segurança pública”.

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Durante a sessão, realizada por videoconferência a partir de San Diego, Erik disse sentir “um arrependimento inimaginável” pelo crime e relatou ter sido vítima de abusos sexuais cometidos pelo pai, José Menendez. Questionado sobre a morte da mãe, Kitty, afirmou que a via como cúmplice dos abusos. Barton, no entanto, destacou que Kitty também sofria violência doméstica e classificou a execução dela como “desprovida de compaixão humana”.

A negativa de liberdade estabelece um prazo mínimo de três anos antes que Erik possa tentar novamente. O irmão mais velho, Lyle Menendez, 57, terá sua própria audiência nesta sexta-feira (22). Ambos seguem aguardando também o julgamento de pedidos de novo processo e um recurso de clemência junto ao governador da Califórnia, Gavin Newsom.

Os irmãos Menendez cumprem pena por assassinato em primeiro grau. Em 2024, ganharam nova oportunidade de solicitar liberdade condicional após uma re-sentença que levou em conta a idade que tinham à época do crime.