Brasil

Golpe da “Mão Fantasma” no Pix volta a preocupar usuários

Criminosos usam vírus para assumir controle remoto do celular e automatizar transferências bancárias; saiba como funciona e como se proteger.


O chamado “Golpe da Mão Fantasma” voltou a ganhar destaque nesta semana após um homem de 49 anos perder cerca de R$ 31 mil em transferências indevidas realizadas em sua conta bancária, no município de Marquinho (PR). De acordo com a Polícia Militar, a vítima clicou em um link suspeito que congelou a tela do celular, permitindo que os criminosos automatizassem as operações via Pix.

A técnica, que já era conhecida, evoluiu para um método ainda mais sofisticado. Agora, além de assumir remotamente o celular das vítimas, os golpistas utilizam a ferramenta Automated Transfer System (ATS), que automatiza a troca de destinatários durante as transações. Assim, mesmo sem a presença do criminoso online, o sistema redireciona o dinheiro para contas de laranjas.

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Como funciona o golpe

O ataque começa com o envio de links fraudulentos ou aplicativos falsos, geralmente disfarçados como atualizações. Ao permitir acessos de “acessibilidade” no celular, o usuário libera o controle do aparelho para o malware bancário. Durante a tentativa de pagamento, a tela é bloqueada e os valores são desviados para outras contas.

Como se proteger

Especialistas e bancos como Santander e Banco Pan orientam os usuários a seguir algumas práticas de segurança digital:

  • Baixe aplicativos apenas de fontes oficiais (Google Play ou App Store).

  • Desconfie de ligações e links suspeitos: bancos não pedem atualização via telefone.

  • Ative a autenticação em dois fatores nos aplicativos bancários e no e-mail.

  • Monitore frequentemente sua conta para identificar movimentações estranhas.

  • Nunca salve senhas no celular em blocos de notas ou mensagens.

  • Remova imediatamente aplicativos de acesso remoto (como AnyDesk ou TeamViewer) caso perceba invasão.

  • Troque senhas e comunique seu banco em caso de suspeita. Também é recomendado registrar um boletim de ocorrência.

O golpe reforça a importância de atenção redobrada com a segurança digital, especialmente em um momento em que o Pix já é usado por mais de 160 milhões de brasileiros.