Brasil

Petrobras e Ibama se aproximam de aval final para perfuração na Foz do Amazonas

Último teste de simulação de emergência pode liberar exploração na Margem Equatorial; disputa opõe potencial econômico a pressões ambientais antes da COP30.


O impasse sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas ganhou novo capítulo nesta terça-feira (12). Petrobras e Ibama chegaram a um acordo para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) — simulação de emergência que funciona como etapa final antes da liberação para perfurar um poço na Margem Equatorial.

O Ibama sugeriu que o teste ocorra no dia 24 de agosto ou na semana seguinte. Detalhes logísticos ainda serão definidos para transportar equipes e equipamentos à região, de difícil acesso. A Petrobras trata o exercício como decisivo para a licença ambiental, enquanto ambientalistas alertam para os riscos à biodiversidade e ao clima, às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), celebrou o avanço e disse acreditar na realização do teste na data proposta, classificando-o como “vitória do Amapá e do Brasil”. A disputa pelo bloco FZA-M-59 começou em 2023, após negativa inicial do Ibama. Desde então, a estatal vem adequando o projeto para atender exigências ambientais, motivada também por descobertas de óleo e gás em países vizinhos como Guiana e Suriname.

A Margem Equatorial, que se estende por cerca de 500 km da foz do Amazonas e atinge águas de até 2.000 metros de profundidade, é considerada uma das últimas fronteiras exploratórias do país. O Brasil já ocupa o 8º lugar no ranking mundial de produção de petróleo e exporta mais da metade do que produz. Críticos afirmam, porém, que a exploração no Amapá tende a ampliar exportações, não o abastecimento interno, e pode comprometer metas climáticas.