Os dois principais líderes militares dos EUA estão viajando para Tel Aviv para aconselhar o governo israelense sobre como fazer a transição de grandes operações de combate contra o Hamas em Gaza para uma campanha mais limitada e precisa – o tipo de mudança estratégica em que ambos têm considerável experiência.
O secretário de Defesa, Lloyd Austin, e o presidente do Joint Chiefs, general CQ Brown, serviram em funções de liderança enquanto o poder aéreo e as forças terrestres dos EUA passavam de grandes combates para operações de contraterrorismo de menor intensidade no Iraque e no Afeganistão. Mas não está claro até que ponto os conselhos retirados das lições aprendidas irão repercutir no governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
As famílias dos reféns detidos em Gaza apelaram a Israel no sábado para parar os combates e fazer um acordo para garantir a sua libertação depois de o exército ter admitido “erroneamente” a sua libertação matando três cativos no território palestino.
O exército israelense disse que os três reféns mortos pelas tropas na sexta-feira carregavam uma bandeira branca e gritaram por ajuda em hebraico.
A notícia das mortes gerou protestos em Israel, e os familiares dos restantes dos reféns estão aterrorizados com a possibilidade de seus entes queridos serem os próximos.
“Só recebemos cadáveres. Queremos que voces parem a luta e inicime negociações”, disse, Noam Perry, filha do refém Haim Perry, em um evento em Tel Aviv organizado pelo Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas.
“Sentimos como se estivéssemos em um jogo de roleta russa (descobrindo) quem será o próximo na fila a saber da morte de seu ente querido”, disse ele. disse Ruby Chen, pai do soldado Itai, de 19 anos, que está entre os cativos.
“Eles nos explicaram primeiro que a operação terrestre traria de volta os sequestrados”, disse ele.
“Não funciona. Porque desde então, os sequestrados são vistos retornando, mas sem vida. É hora de mudar essa estratégia”, disse.

Desde então, pelo menos 18.800 palestinos, a maioria crianças e mulheres, foram mortos e 51 mil feridos nos ataques israelenses, segundo as autoridades de saúde palestinas em Gaza. / Foto: AFP
Israel parece mais aberto a nova trégua nas negociações com mediadores, diz Egito
Autoridades israelenses parecem mais dispostas em negociações com mediadores para chegar a um novo acordo de cessar-fogo e libertação de prisioneiros palestinos em troca da libertação de reféns mantidos em Gaza, disseram duas fontes de segurança egícias na última sexta-feira (15).
Os comentários foram feitos no momento em que o Axios relatou que o chefe da agência de espionagem Mossad de Israel, David Barnea, se encontrou com o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, na Europa na noite de sexta-feira, em um esforço para reativar as negociações.
Não houve resposta imediata de Israel à avaliação egípcia ou aos relatórios de uma reunião 10 semanas após o início do conflito entre Israel e o grupo militante islâmico palestino Hamas em Gaza.
A UE ‘condena firmemente’ ataques físicos a jornalistas
A União Europeia condenou firmemente os ataques físicos a jornalistas no exercício da sua profissão, na sequência do ataque violento que teve como alvo um fotojornalista da Agência Anadolu na Jerusalém Oriental ocupada.
As forças israelenses atacaram violentamente na sexta-feira Mustafa Alkharouf, que estava de serviço na Jerusalém Oriental ocupada antes de ser hospitalizado.
“A União Europeia deplora as mortes de jornalistas, bem como de outros civis inocentes, na Faixa de Gaza”, afirmou. disse o porta-voz principal das relações exteriores, Peter Stano, em um comunicado.
Ele sublinhou que a UE insta “todas as partes no conflito a garantirem a proteção dos civis, incluindo os jornalistas, em todos os momentos”.
Com informações da FP, Reuters e TRT World