Ainda não há informações dos supostos 42 palestinos em prisões israelenses que também seriam soltos. Mas o Serviço Prisional do país confirmou estar preparando a saída do grupo.
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Funcionários da Cruz Vermelha esperam do lado de fora da prisão de Ofer, em Israel – Foto: Moustafa Alkharouf
Apesar da acusação do Hamas em relação a Israel, o grupo disse estar pronto para receber novas propostas.
Segundo Taher al-Nunu, conselheiro do chefe do gabinete político do Hamas, afirmou à TV Al Jazeera, os israelenses não cumpriram tudo o que foi combinado em relação à libertação dos presos e à entrada de caminhões com ajuda humanitária no norte da Faixa de Gaza.
Além disso, o representante do Hamas acusou militares israelenses de atirarem em palestinos que voltavam para casa em Gaza, o que teria levado duas pessoas à morte.
“Estamos abertos a propostas de mediadores e estamos prontos para examinar propostas de novos negócios”, prometeu Al-Nunu. Mas deixou um aviso: “Se Israel não se comprometer a fornecer ajuda ao norte de Gaza, isso ameaça todo o acordo”.
Uma delegação do Catar chegou a Israel para garantir a continuação do acordo de reféns, durante a trégua. “Parte da equipe da missão do Catar chegou para coordenar as partes e garantir que o acordo continue a progredir sem problemas e para discutir mais detalhes sobre o acordo em curso”, informou um dos diplomatas envolvidos.
Uma boa notícia veio do Egito e tem relação à extensão do período de trégua. Chefe do Serviço de Informação do Estado egípcio, Diaa Rashwan afirmou que há conversas sobre o assunto, o que “significa a libertação de mais detidos em Gaza e prisioneiros palestinos em prisões israelenses”.

Milhares de palestinos aproveitam a trégua humanitária de 4 dias e voltam para verificar suas casas – Foto: Mostafa Hassona
A guerra começou no dia 7 de outubro, quando o Hamas promoveu uma ação terrorista de invasão a Israel. Mais de 1.200 pessoas, entre civis e militares, acabaram mortas. A partir daí, o governo israelense promoveu uma ofensiva aérea e depois terrestre na Faixa de Gaza.
Entrada de ajuda humanitária
Apesar das denúncias do Hamas, a Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios afirmou que quatro caminhões de combustível e quatro de gás de cozinha entraram hoje na Faixa de Gaza vindos do Egito. A iniciativa faz parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
“O combustível e o gás de cozinha são destinados à operação de infraestruturas humanitárias essenciais em Gaza”, publicou o órgão do Ministério da Defesa de Israel no Twitter.

Mesa posta para reféns detidos na Faixa de Gaza, demonstração de solidariedade / Tel Aviv, Israel, 25 de novembro de 2023 – Foto: Leo Correa, AP
Resumo
- O braço armado do Hamas disse neste sábado (25) que estava adiando a libertação de um segundo grupo de reféns até que Israel “cumpra os termos do acordo (de trégua)”, que, segundo ele, inclui a entrada de ajuda humanitária no norte de Gaza.
- Uma fonte do Hamas disse no sábado que um grupo de reféns “começou” a ser entregue à Cruz Vermelha em troca de um grupo maior de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
- O Egito disse neste sábado que recebeu sinais positivos de todas as partes sobre uma possível extensão da trégua em Gaza por um ou dois dias.
- Também hoje (25-11) um navio porta-contêineres de propriedade de um bilionário israelense foi atacado por um suposto drone iraniano no Oceano Índico, disse uma autoridade de defesa dos EUA. O drone explodiu, causando danos ao navio, mas não ferindo nenhum membro da tripulação.
- O Crescente Vermelho Palestino disse neste sábado que recebeu 196 caminhões carregados de ajuda através da passagem de Rafah, em Gaza, com o Egito, nesta sexta-feira (24).
