A Ucrânia alega ter perdido 478 crianças na guerra, desde o início da invasão russa em fevereiro do ano passado, mas desde dezembro provocou mais de 100 mil baixas à Rússia, incluindo 20 mil mortos em combate.

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Metade das baixas russas na guerra seriam combatentes do grupo mercenário Wagner, que mantém uma violenta ofensiva em Bakhmut, nas proximidades de Donetsk.
A maioria das baixas nas linhas do grupo Wagner são condenados russos retirados da prisão para combater na chamada “operação especial” russa na Ucrânia, explicou o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby

Cerimônia fúnebre de um soldado russo morto em um cemitério em Bogoroditsk, na região de Tula – Foto: reprodução
“Desde dezembro, estimamos que a Rússia tenha sofrido mais de 100 mil baixas, incluindo 20 mil mortos em combate. Cerca de metade seriam mercenários do grupo Wagner e a maioria destes condenados russos atirados para a guerra em Bakhmut sem qualquer treino de combate, de liderança de combate nem sentido de organização do controlo de comando”, afirmou Kirby, na habitual comunicação da Casa Branca aos jornalistas.
Bakhmut e Maryinka, na região de Donetsk, mantêm-se como palcos dos combates no terreno mais ferozes na invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro do ano passado.
Mas esta segunda-feira, as notícias principais foram um novo ataque russo com mais de três dezenas de mísseis contra diversas cidades ucranianas, mas também o descarrilamento de um comboio de mercadorias, em Bryansk, ao norte da Ucrânia, numa região russa por vezes alvejada pela artilharia da Ucrânia.
O Kremlin abriu uma investigação sobre o caso. Há suspeitas de haver grupos de russos (opositores da invasão na Ucrânia) tentando sabotar os objetivos de Vladimir Putin.
Quase 500 crianças mortas
Noutras partes da Rússia, incluindo São Petersburgo, foram depositadas flores em monumentos alusivos ao escritor ucraniano Taras Shevchenko, o que se entende como “manifestações antiguerra” e tributos às vítimas ucranianas dos bombardeamentos russos retomados na última sexta-feira (28-04) e que mataram dezenas de pessoas na Ucrânia, incluindo crianças.
Numa atualização nesta terça-feira (02) na conta de Telegram do gabinete do Procurador-geral da Ucrânia, lê-se que, desde o início da invasão russa, já foram mortas 478 crianças na Ucrânia e 960 ficaram feridas. A maior parte das vítimas (453) são da região de Donetsk.
O último menor morto vítima da ofensiva russa, um rapaz de 14 anos, foi registado ontem, em Lyzunivka, na região de Chernihiv. “Ele estava perto da escola”, lamentou o Presidente da Ucrânia, antes de lançar mais um aviso aos invasores.

“Por cada ataque destes os invasores russos vão ter a nossa resposta. Não há hipótese para os ocupantes russos no nosso território. Apenas a destruição do inimigo.”
Volodymyr Zelenskyy – Presidente da Ucrânia
As forças militares ucranianas continuam a preparar a contraofensiva para tentar expulsar os invasores do país. O armamento cedido pelos aliados do ocidente está sendo posicionado em diversas localidades, havendo notícia, por exemplo, de alguns dos tanques estarem reforçando a linha da frente nas proximidades de Bakhmut, o que alguns analistas antecipam como “o princípio do fim da batalha” pelo controle do pequeno município de Donetsk, que já virou um amontoado de ruínas, mas ainda, um alvo estratégico de que Putin também não quer abrir mão.
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Volodymyr Zelensky, admitiu que a Rússia controla cerca de 20% do território da Ucrânia.
