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TERREMOTO

Mortes causadas por terremotos na Turquia e na Síria ultrapassam 28 mil; cerca de 1 milhão de pessoas estão desabrigadas

Mídia estatal síria informou que o regime de Bashar al-Assad vai permitir que comboios de ajuda cheguem até áreas controladas por rebeldes


O número de mortos na Turquia e na Síria após os terremotos da última segunda-feira (6) passou de 28 mil, segundo informações oficiais.

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A AFAD, autoridade de gerenciamento de desastres na Turquia, divulgou que 24.617 pessoas perderam sua vidas após a catástrofe, enquanto o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, calculou que mais de 77.700 pessoas ficaram feridas. Na Síria, o total de mortes até agora é de 3.575.

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Nesta sexta-feira (10), a mídia estatal síria disse que o governo deu sinal verde para a entrega de ajuda humanitária a todas as partes do país, incluindo áreas controladas por rebeldes.

Organizações internacionais vinham criticando o regime de Bashar al-Assad pela insistência em controlar toda a ajuda que chegasse porque isso excluiria pessoas que estão fora da área de controle do Estado. O governo sírio tem dificultado esse tipo de ajuda nos últimos anos por considerar que esses mecanismos violam sua soberania, informou a BBC.

Partes do noroeste da Síria, que está em guerra civil há mais de uma década, são controladas por facções rivais e são regiões que foram devastadas pelo terremoto. Hoje, existe apenas uma travessia de fronteira sancionada para a área da vizinha Turquia. Desde segunda-feira, apenas dois comboios de ajuda humanitária conseguiram atravessar fronteira.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, diante de questionamentos sobre o planejamento e o tempo de resposta ao terremoto, reconheceu que as autoridades deveriam ter reagido mais rapidamente. Erdogan prometeu começar a trabalhar na reconstrução das cidades “dentro de semanas”, dizendo que centenas de milhares de prédios agora estão inabitáveis, enquanto emite alertas severos contra qualquer pessoa envolvida em roubos na zona do terremoto.

No enclave rebelde do noroeste da Síria, que sofreu o pior dano do país devido ao terremoto, mas onde os esforços de socorro são dificultados pela guerra civil de mais de uma década, muito pouca ajuda entrou, apesar da promessa de Damasco de melhorar o acesso. Em Antáquia, sacos de corpos estavam espalhados pelas ruas da cidade e os moradores usavam máscaras para tentar disfarçar o cheiro de morte. Pessoas comuns se juntaram ao esforço de resgate, trabalhando sem coordenação oficial, disse uma fonte que não quis se identificar.

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“Há caos, escombros e corpos por toda parte”, disse ele. Seu grupo trabalhou durante a noite tentando alcançar uma professora universitária que os chamava de dentro dos escombros. Mas pela manhã ela parou de os responder, disse ele.

Em um prédio em Kahramanmaras, os trabalhadores de resgate cavaram entre as lajes de concreto para alcançar uma menina de cinco anos, erguendo-a em uma maca, enrolada em papel alumínio, e cantando “Deus é grande”. Eles disseram acreditar que mais dois sobreviventes estavam agarrados sob a mesma pilha de escombros.

Mas, embora várias outras pessoas tenham sido salvas dos escombros neste sábado (11), incluindo Arda Can Ovan, de 13 anos, poucos esforços de resgate agora resultam em sucesso.

Com informações da CNN e AFAD